Lingüiça, maminha, espeto de queijo coalho, vinagrete, Itaipava gelada. Tudo isso na minha cozinha, graças à minha novíssima Mister Grill Light. Muita diversão por apenas R$ 26 (no Extra). Que não faz fumaça não é totalmente verdade, fica aquele cheirão de churrasco no apartamento todo. Mas vale totalmente a pena, mal pude acreditar quando comi aquelas coisas sem sair de casa. To fazendo vários planos: churrascada com amigos, franguinho light grelhado, legumes grelhados! Problema é limpar... ugh!
Eu sou impressionante
Toda essa diversão do churrasco rolou depois de uma hora e meia trancado pra fora do apartamento, esperando o chaveiro 24 horas chegar, passando mal de fome (das pouquíssimas situações em que fico mau-humorado). Tudo isso pra chegar na redação hoje e encontrar a chave em cima da mesa. R$ 80 jogados no lixo! Que ódio!
quinta-feira, outubro 14
quarta-feira, outubro 13
Irmão consciência
Depois que ele veio morar em São Paulo, tenho tido muito mais oportunidades de bater papo com meu irmão mais velho. E muitas vezes sinto ele como uma consciência minha. Quero passar um tempo morando em Londres. "Você precisa primeiro garantir sua independência financeira", ele diz. Preciso encontrar a mulher de minha vida. "É preciso ser pragmático nos relacionamentos." Eu puxo de um lado, ele de outro. Esse jeitão... pragmático (palavra muito usada nesse feriadão) certamente foi o que fez ele não quebrar se ferrar na vida, porque sempre achei que ele era o que tinha mais chance de se dar mal. Hoje ele sustenta quatro filhos, numa boa. Mas será que eu quero mesmo?
Obrigado, São Longuinho
Fiquei muito triste quando fechou, pouquíssimo tempo de abrir, a Itiriki da avenida Aclimação. Era uma filial daquela padoca japonesa/chinesa da Liberdade, onde eu adorava torrar meu dinheirinho em pães de comer ajoelhado, pedindo perdão. Mas agora abriu por ali a Bienal, uma daquelas padocas alto nível: funcionários uniformizados, fotos antigas de São Paulo na parede, chopp bacana, cardápio de lanches especiais... Só pra eu gostar ainda mais desse bairro (todo mundo sabe que eu aaaamo uma padoca). Ainda bem que a outra, mais simplesinha, que eu vou sempre, fica ao lado da minha casa. Ou eu ia ficar pobre de marré marré.
Tio Patinhas
Me dei conta que posso estar virando um muquirana mala. Mas gastar R$ 5 em deslocamentos de aeroporto daqui para Floripa, enquanto meu irmão gastou R$ 100, foi sensacional.
Atrasado
Depois de falar em tom de descoberta sobre Paula Morelembaum, descobrir que a primeira música do CD tá na abertura da novela das sete foi frustrante. Melhor, talvez, ficar sabendo depois, porque gostei mesmo do disco.
Obrigado, São Longuinho
Fiquei muito triste quando fechou, pouquíssimo tempo de abrir, a Itiriki da avenida Aclimação. Era uma filial daquela padoca japonesa/chinesa da Liberdade, onde eu adorava torrar meu dinheirinho em pães de comer ajoelhado, pedindo perdão. Mas agora abriu por ali a Bienal, uma daquelas padocas alto nível: funcionários uniformizados, fotos antigas de São Paulo na parede, chopp bacana, cardápio de lanches especiais... Só pra eu gostar ainda mais desse bairro (todo mundo sabe que eu aaaamo uma padoca). Ainda bem que a outra, mais simplesinha, que eu vou sempre, fica ao lado da minha casa. Ou eu ia ficar pobre de marré marré.
Tio Patinhas
Me dei conta que posso estar virando um muquirana mala. Mas gastar R$ 5 em deslocamentos de aeroporto daqui para Floripa, enquanto meu irmão gastou R$ 100, foi sensacional.
Atrasado
Depois de falar em tom de descoberta sobre Paula Morelembaum, descobrir que a primeira música do CD tá na abertura da novela das sete foi frustrante. Melhor, talvez, ficar sabendo depois, porque gostei mesmo do disco.
sexta-feira, outubro 8
Dancing Byrne
As dancinhas do David Byrne quase foram a melhor coisa do show. Quis até prestar atenção pra aprender todos os passos, mas depois a gente concluiu que na verdade ele imita a gente, então não precisa.
Foi muito bacana. Sensacional. "Road to Nowhere" ele mandou na primeira metade do show, e foi emocionante. Pena que não tive a manha de levantar nessa hora e sair pulando. Absurdo ter que ver um show como esse apertado numa cadeira daquelas mesas desajeitadas.
Ainda mais que ele emendou em "Nothing But Flowers", que foi triplamente sensacional: primeiro porque é uma das músicas mais bacanas do Talking Heads, depois pelo alívio de que eram realmente infundados os boatos de que o Caetano subiria no palco, e pra completar pela versão forró (!) maravilhosa, com direito a gringos loirinhos tocando zabumba e triângulo. Queria muito ter levantado e dançado o forrozinho do David Byrne.
Em "The Great Intoxication", a minha preferida dos últimos dois discos, eu achei que ia chorar de emoção. De verdade. Primeiro, ele contou que tinha feito essa música pra duas pessoas da firma dele que estavam começando a sair, o que me fez adorar ainda mais. É a intoxicação de quando você está começando a achar que gosta de alguém. Põe o som na maior altura, faz besteira, fica bêbado... E ele mudou o arranjo, cheio de cordas, uma coisa linda.
Teve dois bis, e vários momentos engraçadinhos. O melhor foi quando um cara na platéia pediu, gritando, "Burning down the house", e ele: "Não vamos tocar essa, tá? Então pode economizar sua voz".
Fui obrigado a tomar uns chopps depois pra acalmar. Ufs.
Campanha
Tem músicas que eu gosto tanto que não consigo me conformar com a indiferença dos outros por ela. Acho que todo mundo deveria ouvir e gostar, simplesmente seria melhor pra todo mundo. Assim é "Road to Nowhere", que estou achando uma música perfeita. Então vou fazer campanha: ouça, e melhore sua vida. Saia por aí marchando e imitando os gritinhos do final. Satisfação garantida. Pra facilitar (ou forçar a barra mesmo), tá aqui a música, pra todo mundo baixar:
Road to Nowhere (Talking Heads)
Perigo!
Vou voltar de Florianópolis como responsável legal pelos meus dois sobrinhos (8 e 11 anos) e meu irmão menor (11). Medo!
Foi muito bacana. Sensacional. "Road to Nowhere" ele mandou na primeira metade do show, e foi emocionante. Pena que não tive a manha de levantar nessa hora e sair pulando. Absurdo ter que ver um show como esse apertado numa cadeira daquelas mesas desajeitadas.
Ainda mais que ele emendou em "Nothing But Flowers", que foi triplamente sensacional: primeiro porque é uma das músicas mais bacanas do Talking Heads, depois pelo alívio de que eram realmente infundados os boatos de que o Caetano subiria no palco, e pra completar pela versão forró (!) maravilhosa, com direito a gringos loirinhos tocando zabumba e triângulo. Queria muito ter levantado e dançado o forrozinho do David Byrne.
Em "The Great Intoxication", a minha preferida dos últimos dois discos, eu achei que ia chorar de emoção. De verdade. Primeiro, ele contou que tinha feito essa música pra duas pessoas da firma dele que estavam começando a sair, o que me fez adorar ainda mais. É a intoxicação de quando você está começando a achar que gosta de alguém. Põe o som na maior altura, faz besteira, fica bêbado... E ele mudou o arranjo, cheio de cordas, uma coisa linda.
Teve dois bis, e vários momentos engraçadinhos. O melhor foi quando um cara na platéia pediu, gritando, "Burning down the house", e ele: "Não vamos tocar essa, tá? Então pode economizar sua voz".
Fui obrigado a tomar uns chopps depois pra acalmar. Ufs.
Campanha
Tem músicas que eu gosto tanto que não consigo me conformar com a indiferença dos outros por ela. Acho que todo mundo deveria ouvir e gostar, simplesmente seria melhor pra todo mundo. Assim é "Road to Nowhere", que estou achando uma música perfeita. Então vou fazer campanha: ouça, e melhore sua vida. Saia por aí marchando e imitando os gritinhos do final. Satisfação garantida. Pra facilitar (ou forçar a barra mesmo), tá aqui a música, pra todo mundo baixar:
Road to Nowhere (Talking Heads)
Perigo!
Vou voltar de Florianópolis como responsável legal pelos meus dois sobrinhos (8 e 11 anos) e meu irmão menor (11). Medo!
quinta-feira, outubro 7
Moda municipal
Que mané casaquinho da Adidas comprado no shopping... Fashion mesmo são os abrigos do uniforme escolar da prefeitura. Hoje vi o modelo azul, e tem um vermelho também, os dois com uma listra branca na manga, e no peito uma bola amarela com aquela estrela disfarçada de bonequinho vermelho do logo do governo. Dá pra conseguir um? Ou vou ter que atacar uma criancinha na saída do colégio?
Berimbaum
Tirando esse nome trocadilho quase engraçado, é uma delícia o disco da Paula Morelenbaum, que deve ser filha/neta/sobrinha do Jacques (preguiça de pesquisar). É aquele básico eletro-bossa, umas novas, umas regravações. Bem interessante. A voz é bacana, e pra me ganhar (tenho certeza), gravou Insensatez, que já foi a música da minha vida por muito tempo. É das poucas músicas bacanas do ponto de vista de quem deu o pé na bunda, que também fica muito triste, sim sr.. Mais aqui
Berimbaum
Tirando esse nome trocadilho quase engraçado, é uma delícia o disco da Paula Morelenbaum, que deve ser filha/neta/sobrinha do Jacques (preguiça de pesquisar). É aquele básico eletro-bossa, umas novas, umas regravações. Bem interessante. A voz é bacana, e pra me ganhar (tenho certeza), gravou Insensatez, que já foi a música da minha vida por muito tempo. É das poucas músicas bacanas do ponto de vista de quem deu o pé na bunda, que também fica muito triste, sim sr.. Mais aqui
domingo, outubro 3
Music for life
Além de Chico Buarque e João Gilberto, ela teve o dom de me apresentar David Byrne também. E uma lista de outras coisas. Comprei um monte de CDs, descobri que ele descobriu o Tom Zé (e descobri junto), adoro a voz do cara, acho genial tudo o que ele faz. Por um tempo, era um trio de amigos pra tudo, e ele dizia isso mesmo: "ele [o David Byrne] é um gênio".
Pobre coitado do cara que comprar o quarto ingresso da mesa que esse trio vai ocupar no Tom Brasil na quinta, show do próprio mr. Byrne. For the sake of old times.
Britpop e eu
Foi lendo a matéria da NME sobre os dez anos do primeiro disco do Oasis, e tudo o que aconteceu no rock britânico naquele ano e depois, que me ocorreu a tosca comparação.
Voltei da Europa em 96 ouvindo Blur, Oasis, e algumas coisas mais trash. Foi também o ano que saiu (e eu comprei) Everything Must Go, do Manics, um dos discos mais sensacionais de todos os tempos. De uma hora pra outra, tinha 18 anos, um carro, tinha saído do colégio e fazia faculdade. Com um monte de gente bacana, totalmente diferente dos manés do Dante (eu incluso). A namorada de adolescência não combinava mais, e precisei pela primeira vez pensar em como se terminam as coisas.
Corta a cena pra 2004, vou terminar minha faculdade e tentar viver de um jeito um pouco diferente. Ah, se quiser carregar na simbologia, não tenho mais carro, nem namorada.
Ok, não deu dez anos, meu sobrenome não é Gallagher e minha vida não é a trajetória do rock britânico (ainda bem, talvez), mas deu aquela sensação de que algo que começou bem nessa época vai ser concluído.
Putz, e acabei de me tocar que arrumei mais um ótimo motivo pra me mandar pra Londres no final do ano. Isso sim seria uma conclusão.
Urna
Acho que nunca vou transferir meu título pra Aclimação. A cada dois anos, posso voltar no Dante, e agora já dá pra relevar as besteiras que eles fazem com crianças lá, e só ficar botando reparo. Esse ano a novidade era uma cobertura na entrada, mas o resto está lá igual, o pátio, a escadaria, os vitrôs. E voto na mesma sala que eu fiz o 3º colegial. Quer dizer, tenho quase certeza que é a mesma, mas é no máximo a do lado. Acho que redividiram as classes. Mas é muito mais bacana achar que foi realmente naquela sala que eu dormi babando na carteira, tomei bronca de professor, anotei as aulas mais bestas e distribuí livrinhos de poemas.
Votei tão rápido que fiquei com medo de ter votado errado. Quando levantei da urna, dei uma olhada em volta da sala. É lá sim.
Pobre coitado do cara que comprar o quarto ingresso da mesa que esse trio vai ocupar no Tom Brasil na quinta, show do próprio mr. Byrne. For the sake of old times.
Britpop e eu
Foi lendo a matéria da NME sobre os dez anos do primeiro disco do Oasis, e tudo o que aconteceu no rock britânico naquele ano e depois, que me ocorreu a tosca comparação.
Voltei da Europa em 96 ouvindo Blur, Oasis, e algumas coisas mais trash. Foi também o ano que saiu (e eu comprei) Everything Must Go, do Manics, um dos discos mais sensacionais de todos os tempos. De uma hora pra outra, tinha 18 anos, um carro, tinha saído do colégio e fazia faculdade. Com um monte de gente bacana, totalmente diferente dos manés do Dante (eu incluso). A namorada de adolescência não combinava mais, e precisei pela primeira vez pensar em como se terminam as coisas.
Corta a cena pra 2004, vou terminar minha faculdade e tentar viver de um jeito um pouco diferente. Ah, se quiser carregar na simbologia, não tenho mais carro, nem namorada.
Ok, não deu dez anos, meu sobrenome não é Gallagher e minha vida não é a trajetória do rock britânico (ainda bem, talvez), mas deu aquela sensação de que algo que começou bem nessa época vai ser concluído.
Putz, e acabei de me tocar que arrumei mais um ótimo motivo pra me mandar pra Londres no final do ano. Isso sim seria uma conclusão.
Urna
Acho que nunca vou transferir meu título pra Aclimação. A cada dois anos, posso voltar no Dante, e agora já dá pra relevar as besteiras que eles fazem com crianças lá, e só ficar botando reparo. Esse ano a novidade era uma cobertura na entrada, mas o resto está lá igual, o pátio, a escadaria, os vitrôs. E voto na mesma sala que eu fiz o 3º colegial. Quer dizer, tenho quase certeza que é a mesma, mas é no máximo a do lado. Acho que redividiram as classes. Mas é muito mais bacana achar que foi realmente naquela sala que eu dormi babando na carteira, tomei bronca de professor, anotei as aulas mais bestas e distribuí livrinhos de poemas.
Votei tão rápido que fiquei com medo de ter votado errado. Quando levantei da urna, dei uma olhada em volta da sala. É lá sim.
domingo, setembro 26
Listmania
Top 10 músicas para ouvir de luz apagada, deitado na cama, percorrendo com a mão, quase sem encostar, todos os cantinhos de um corpo, quente de não ter que fazer nada pro resto da vida:
Não Vá Ainda - Zélia Duncan
Unravel - Björk
Pra Machucar Meu Coração - João Gilberto
Acabou Chorare - Novos Baianos
The Night I Heard Caruso Sing - Everything But The Girl
Waiting For That Day - George Michael
Ce Matin La - Air
To Sheila - Smashing Pumpkins
Fox In The Snow - Belle & Sebastian
Era Casa Era Jardim / Veja Margarida - Vital Farias e Geraldo Azevedo
Tem música pra ouvir sábado de manhã, tem música pra ouvir na estrada pra praia, pra cozinhar, pra tomar banho, pra se arrumar correndo atrasado, pra descer do avião... Montar CDzinhos perfeitos pra cada situação é uma daquelas muitas coisas que eu digo que vou fazer e nunca faço há muito tempo.
Não Vá Ainda - Zélia Duncan
Unravel - Björk
Pra Machucar Meu Coração - João Gilberto
Acabou Chorare - Novos Baianos
The Night I Heard Caruso Sing - Everything But The Girl
Waiting For That Day - George Michael
Ce Matin La - Air
To Sheila - Smashing Pumpkins
Fox In The Snow - Belle & Sebastian
Era Casa Era Jardim / Veja Margarida - Vital Farias e Geraldo Azevedo
Tem música pra ouvir sábado de manhã, tem música pra ouvir na estrada pra praia, pra cozinhar, pra tomar banho, pra se arrumar correndo atrasado, pra descer do avião... Montar CDzinhos perfeitos pra cada situação é uma daquelas muitas coisas que eu digo que vou fazer e nunca faço há muito tempo.
quinta-feira, setembro 23
The heat is on
Coisas para se fazer nesse calor do Congo©:
Ir trabalhar de bermuda. Combinamos de liberar no trabalho, com a condição de ter uma calça na mochila, pra eventualidades. Não é sensacional? Eu aaaamo a firrma. Só não precisava ter recebido visita surpresa do assessor de imprensa engravatado bem no dia que resolvi estrear meu visual escoteiro-mirim.
Matar a aula do chileno-tecla-sap-por-fabor pra jantar bifinho com arroz e feijão em casa, tomando Skol(s) gelada(s). Aaaaah...
Manter estoque permanente de pedaços gelados de melancia, pra comer a cada passagem pela frente da geladeira. E como é casa a minha e eu faço as regras, pode comer melancia sem prato, cuspindo a semente na pia e pingando caldinho cor de rosa pela casa.
Depois conto mais sobre complexo de Magali (paixão por melancia).
Depois conto mais sobre complexo de Magali (paixão por melancia).
terça-feira, setembro 21
Sede de economia
Obrigado, Quaker e São Longuinho: o preço do Gatorade baixou! Agora com apenas R$ 2, mais as duas Neosaldinas, sua ressaca está curada! Vem na semana apropriada: jacas e muito calor programados na mesma proporção.
Onde é que enfiei aquelas armas?
Todo mundo deveria ler no Estadão de domingo o artigo do estatístico Bart Kosko sobre guerra no Iraque ("Ameaça terrorista talvez seja um grande blefe"). Olha o exemplo do sr. Bart: se você está fazendo compras numa loja e se dá conta que suas chaves sumiram (típico do rapaz aqui), em quantos lugares precisa procurar para chegar à conclusão de que as chaves não estão na loja? Quanto mais você procurar e não achar, mais aumenta o que ele chama de evidência negativa, ou seja, não é que elas certamente estão lá, só que bem escondidinhas. Muito mais provável que elas não estejam. E isso vale para as armas de destruição em massa que os caras insistem em procurar no Iraque e não acham... Foi das coisas mais interessantes que li sobre a guerra.
Me faz lembrar um livro que eu nunca li mas adoro citar ("The Mathematician Reads The Newspaper"), de um americano chamado John Allen Paulos. Ele destrói os repórteres que adoram enfiar uns números no Excel e chegar a conclusões assustadoras. No caso mais divertido, ele cita uma reportagem alarmante sobre as possibilidades de o uso de celulares causar câncer de ouvido. Distorcendo os números de outra forma, diz ele, você conclui, tão irrefutavelmente quanto na primeira hipótese, que o uso dos telefones móveis na verdade previne a doença... Como dizia meu irmão, "número é assim: tortura que ele fala".
Volta, Heródoto
Nos dias em que acordo cedo (atualmente, todos, vejam só), faz parte da minha felicidade matinal, junto com um banho, um pãozinho com manteiga e litros de café com leite, ouvir notícias no rádio. Na CBN, especificamente. Com o Heródoto Barbeiro, mais especificamente. Só que não bastasse ele ter saído de férias, botaram no lugar o animal do cara que apresenta o programa da tarde, aquele que eu xingava (de verdade) no caminho pro trabalho quando entrava às 14h. Não consigo ouvir a voz dele por 10 segundos. Das alternativas, a menos pior é a Eldorado, que é meio sem graça porque repete várias notícias do Estadão, que neste momento já está me acompanhando no café da manhã. Volta, Heródoto, please?
Ok, com essa esgotei minha cota de manias usualmente atribuídas a pessoas com mais de 65 anos. E olha que eu tenho ela desde uns... 19. Putz.
Me faz lembrar um livro que eu nunca li mas adoro citar ("The Mathematician Reads The Newspaper"), de um americano chamado John Allen Paulos. Ele destrói os repórteres que adoram enfiar uns números no Excel e chegar a conclusões assustadoras. No caso mais divertido, ele cita uma reportagem alarmante sobre as possibilidades de o uso de celulares causar câncer de ouvido. Distorcendo os números de outra forma, diz ele, você conclui, tão irrefutavelmente quanto na primeira hipótese, que o uso dos telefones móveis na verdade previne a doença... Como dizia meu irmão, "número é assim: tortura que ele fala".
Volta, Heródoto
Nos dias em que acordo cedo (atualmente, todos, vejam só), faz parte da minha felicidade matinal, junto com um banho, um pãozinho com manteiga e litros de café com leite, ouvir notícias no rádio. Na CBN, especificamente. Com o Heródoto Barbeiro, mais especificamente. Só que não bastasse ele ter saído de férias, botaram no lugar o animal do cara que apresenta o programa da tarde, aquele que eu xingava (de verdade) no caminho pro trabalho quando entrava às 14h. Não consigo ouvir a voz dele por 10 segundos. Das alternativas, a menos pior é a Eldorado, que é meio sem graça porque repete várias notícias do Estadão, que neste momento já está me acompanhando no café da manhã. Volta, Heródoto, please?
Ok, com essa esgotei minha cota de manias usualmente atribuídas a pessoas com mais de 65 anos. E olha que eu tenho ela desde uns... 19. Putz.
domingo, setembro 19
Upgrade
Geladeira, duas semanas atrás:
- 10 Itapaivas geladas
- potinho de pepinos em conservas (2 meses)
- potinho de alcaparras (6, 7 meses?)
- mostarda Dijon (vencida)
- requeijão
- 3 salsichas
- meio sorvete de creme
- limão
Geladeira, domingo, 19/9:
- 2 Itapaivas, 5 Skols, 4 Bohemias (geladas)
- Guaraná 2 litros
- 1/4 de melancia
- 3 papayas
- uvas (lavadas)
- mandioquinhas
- 1 cenoura
- meio queijo direto do sítio
- marmitex de churrasco, arroz e vinagrete
- marmitex de afogado com arroz
- 2 potes de molho de tomate congelado
- 3 bifes congelados
- 3 peitos de frango congelados
- cuscuz marroquino com frango, congelados
- potinho de alcaparras (2 meses e 2 semanas)
- limão
Impressionante a diferença que fazem R$ 10 na mão da Jose pra ir na feira, mais uma passadinha no Extra pra aproveitar os preços de cerveja e um final de semana no sítio de mamis pra se abastecer de sobras do final de semana. Alguém precisa jogar essa alcaparra fora.
Se alguém ficou curioso, afogado é basicamente um cozidão de carne com batata, que sempre rola de graça nas festas comunitárias lá de Guararema. O cara do açougue doa um pouco de carne, outro doa batata, minha mãe deu uns temperos e levou umas bocas pra comer, e um tupperware cheio pra casa, porque foi só metade das 300 pessoas que o candidato tava esperando.
Amora season
A amoreira da minha mãe continua a expelir quantidades absurdas de amoras bem pretas e docinhas. Minha caipirosca não deu muito certo, mas esse final de semana teve geléia de amora no café da manhã, amora com suspiro e chantilly na sobremesa, e bolo de amora com o cafézinho depois do cochilo da tarde na rede. Hmmmm...
- 10 Itapaivas geladas
- potinho de pepinos em conservas (2 meses)
- potinho de alcaparras (6, 7 meses?)
- mostarda Dijon (vencida)
- requeijão
- 3 salsichas
- meio sorvete de creme
- limão
Geladeira, domingo, 19/9:
- 2 Itapaivas, 5 Skols, 4 Bohemias (geladas)
- Guaraná 2 litros
- 1/4 de melancia
- 3 papayas
- uvas (lavadas)
- mandioquinhas
- 1 cenoura
- meio queijo direto do sítio
- marmitex de churrasco, arroz e vinagrete
- marmitex de afogado com arroz
- 2 potes de molho de tomate congelado
- 3 bifes congelados
- 3 peitos de frango congelados
- cuscuz marroquino com frango, congelados
- potinho de alcaparras (2 meses e 2 semanas)
- limão
Impressionante a diferença que fazem R$ 10 na mão da Jose pra ir na feira, mais uma passadinha no Extra pra aproveitar os preços de cerveja e um final de semana no sítio de mamis pra se abastecer de sobras do final de semana. Alguém precisa jogar essa alcaparra fora.
Se alguém ficou curioso, afogado é basicamente um cozidão de carne com batata, que sempre rola de graça nas festas comunitárias lá de Guararema. O cara do açougue doa um pouco de carne, outro doa batata, minha mãe deu uns temperos e levou umas bocas pra comer, e um tupperware cheio pra casa, porque foi só metade das 300 pessoas que o candidato tava esperando.
Amora season
A amoreira da minha mãe continua a expelir quantidades absurdas de amoras bem pretas e docinhas. Minha caipirosca não deu muito certo, mas esse final de semana teve geléia de amora no café da manhã, amora com suspiro e chantilly na sobremesa, e bolo de amora com o cafézinho depois do cochilo da tarde na rede. Hmmmm...
quinta-feira, setembro 16
Política feijão com arroz
Entre aquelas que fazem você achar que tem uma vida decente, uma das mais bacanas é almoçar em casa. Chegue no trabalho às 13h e diga "almocei em casa". A reação de todo mundo (que não almoça em casa) é automática: "aaaai, que delícia. aaaai que inveja".
Tinha arroz, feijão preto e bife acebolado. E saladinha. Como rende uma xícara de feijão, né? Comi muito, e ainda tem dois potinhos na geladeira. Aliás, o que precisa pra meu feijão preto virar caldinho de feijão?
Parece que depois de quase quatro anos fora da casa de mamis, estou finalmente me entendendo com a geladeira e a despensa. Deixo um dinheiro pra Jose na quarta, ela vai na feira, compra frutas pra semana. Faz alguma comidinha, feijão, molhos, e meu congelador fica cheio de potinhos prontos pro jantar. Pra fazer companhia pras latinhas geladas de Itaipava.
Me acaberei três dias seguidos
Saiu a programação oficial do Tim Festival 2004. Pra morrer. De pular, e de gastar dinheiro. Soulwax e 2manyDJs, num dia, Primal Scream e Bebel Gilberto no outro, e Pet Shop Boys no último. Putz!
Tinha arroz, feijão preto e bife acebolado. E saladinha. Como rende uma xícara de feijão, né? Comi muito, e ainda tem dois potinhos na geladeira. Aliás, o que precisa pra meu feijão preto virar caldinho de feijão?
Parece que depois de quase quatro anos fora da casa de mamis, estou finalmente me entendendo com a geladeira e a despensa. Deixo um dinheiro pra Jose na quarta, ela vai na feira, compra frutas pra semana. Faz alguma comidinha, feijão, molhos, e meu congelador fica cheio de potinhos prontos pro jantar. Pra fazer companhia pras latinhas geladas de Itaipava.
Me acaberei três dias seguidos
Saiu a programação oficial do Tim Festival 2004. Pra morrer. De pular, e de gastar dinheiro. Soulwax e 2manyDJs, num dia, Primal Scream e Bebel Gilberto no outro, e Pet Shop Boys no último. Putz!
segunda-feira, setembro 13
$onar $ound
Foi a balada mais cara do século (R$ 100 só de taxi, putz...), mas valeu totalmente a pena. Quando começou a chover, deu medo de ser um novo Skol Mico, mas não demorou muito pra me convencer do contrário _ausência de fila na entrada, e também para comprar bebida a noite toda, banheiros decentes, caras bonitas...
Começou uma grande surpresa: DJ Dolores. Quando os jornais hyparam o cara, me deu preguiça. Mas é beeeem bacana. Um DJ animadão, uma negona cantando com um chocalho, seção de metais... "É som de preto, de favelado...". Só não pulei mais porque tava me preservando pro resto.
Ponto alto: Kid Koala. Não é que foi difícil o cara me ganhar: tocou músicas dos dois artistas que eu mais venero. Entrando na pista, ele terminou Boys Don't Cry e emendou Bachelorette, úma música épica, ultra-dramática e sensacional da Björk. Passei mal e saí correndo, derramando chopp na mão. O solo de scracth sobre Louis Armstrong foi lindo. Mas precisei correr pro banheiro, e ele tocou Idiothèque, do Radiohead, quando eu tava na fila (foi o grande não-momento da balada). Eu pensava, "droga, eu que sempre quis tocar isso na balada".
A maior decepção foi o Patife, anunciado pra tocar com Trio Mocotó. Esperei até quando pude pra ver a combinação, que me parecia muito bacana, mas enchi o saco do drum & bass mala e e fui terminar a noite no Laurent Garnier.
Que foi demais. Por Out of Space, do Prodigy, uma das minhas atuais all-time favorites. Pelos peguinhas de felicidade que eu dei na pista. Pela galera que eu achei (sempre bom ter um monte de gente pra pular junto). O cara é realmente bom, e eu com os pés já estourados, louco pra ver como aquilo ia terminar, mas às 8h não deu mais e fomos embora. Eu mal conseguia andar, o taxista praticamente me rolou pra fora do carro. Só deu pra comer umas bisnaguinhas com requeijão e zzzz....
Temporada prejuízo
Vou torrar todo o dinheiro que eu não tenho em shows este ano: já começou com o Sonar, em outubro tem David Byrne imperdível, depois vem TIM Festival e Chemical Brothers. Preciso de linha de crédito especial para shows. Pra completar, tem show do Moby (aaah) no Rio, mas é numa festa fechada, então nem adianta me preocupar.
Lombriga feliz
Passei muito bem esse final de semana. Começou com um cozidão de frango com legumes e cuscus marroquino na casa da minha mãe. Pra comer de joelhos pedindo perdão a deus. E ela ainda veio com o sorvete de amoras catadas ali mesmo. Acho que vou babar. De noite, Erikinha providenciou homus, arroz com castanhas e saladinha do Almanara, amo ela pra sempre. Almoço do domingo no Acrópoles, moussaka e lula perfeitos. Jantar em casa de noite: macarrão com o molho de tomate gostosinho que a Jose deixou congelado. Depois dessa sequência fenomenal, posso passar a semana toda comendo hamburguer com catchup e arroz sem reclamar.
Cuscus marroquino é uma das coisas que mais gosto de cozinhar, é bem gostoso e facinho de impressionar. Mas agora aprendi com mamis como faz pra ele ficar ainda mais gostoso (refoga com um pouco de cebola e tomate). Me aguardem!
A amoreira foi o momento volta à infância do final de semana. Perdi horas catando, tingindo de roxo os pés, as mãos e quase todo o resto do corpo. Trouxe umas pra casa com uma idéia maligna: caiproska de amora. Que tal?
Começou uma grande surpresa: DJ Dolores. Quando os jornais hyparam o cara, me deu preguiça. Mas é beeeem bacana. Um DJ animadão, uma negona cantando com um chocalho, seção de metais... "É som de preto, de favelado...". Só não pulei mais porque tava me preservando pro resto.
Ponto alto: Kid Koala. Não é que foi difícil o cara me ganhar: tocou músicas dos dois artistas que eu mais venero. Entrando na pista, ele terminou Boys Don't Cry e emendou Bachelorette, úma música épica, ultra-dramática e sensacional da Björk. Passei mal e saí correndo, derramando chopp na mão. O solo de scracth sobre Louis Armstrong foi lindo. Mas precisei correr pro banheiro, e ele tocou Idiothèque, do Radiohead, quando eu tava na fila (foi o grande não-momento da balada). Eu pensava, "droga, eu que sempre quis tocar isso na balada".
A maior decepção foi o Patife, anunciado pra tocar com Trio Mocotó. Esperei até quando pude pra ver a combinação, que me parecia muito bacana, mas enchi o saco do drum & bass mala e e fui terminar a noite no Laurent Garnier.
Que foi demais. Por Out of Space, do Prodigy, uma das minhas atuais all-time favorites. Pelos peguinhas de felicidade que eu dei na pista. Pela galera que eu achei (sempre bom ter um monte de gente pra pular junto). O cara é realmente bom, e eu com os pés já estourados, louco pra ver como aquilo ia terminar, mas às 8h não deu mais e fomos embora. Eu mal conseguia andar, o taxista praticamente me rolou pra fora do carro. Só deu pra comer umas bisnaguinhas com requeijão e zzzz....
Temporada prejuízo
Vou torrar todo o dinheiro que eu não tenho em shows este ano: já começou com o Sonar, em outubro tem David Byrne imperdível, depois vem TIM Festival e Chemical Brothers. Preciso de linha de crédito especial para shows. Pra completar, tem show do Moby (aaah) no Rio, mas é numa festa fechada, então nem adianta me preocupar.
Lombriga feliz
Passei muito bem esse final de semana. Começou com um cozidão de frango com legumes e cuscus marroquino na casa da minha mãe. Pra comer de joelhos pedindo perdão a deus. E ela ainda veio com o sorvete de amoras catadas ali mesmo. Acho que vou babar. De noite, Erikinha providenciou homus, arroz com castanhas e saladinha do Almanara, amo ela pra sempre. Almoço do domingo no Acrópoles, moussaka e lula perfeitos. Jantar em casa de noite: macarrão com o molho de tomate gostosinho que a Jose deixou congelado. Depois dessa sequência fenomenal, posso passar a semana toda comendo hamburguer com catchup e arroz sem reclamar.
sexta-feira, setembro 10
Bjorg-mania
Minha idéia super original de dar um CD fresquinho da Björk de presente... não foi tão original. Pelo menos acho que meu CD é mais original: depois de baixar todas as músicas, descobri que tinha várias versões diferentes de cada uma. Coisa irritante quando você baixa músicas da internet e elas não são na verdade o que realmente está no disco. Não tenho a menor idéia se aquelas músicas são as 14 do CD, provavelmente não são. Só sei que são todas dela (a voz é meio inconfundível). A contra-prova chega amanhã. E-mail do meu pai: "Ju, comprei o CD da Bjorg (Medulla, limited edition, includes exclusive poster)". Ueba!
***
Agora estou me divertindo pra montar um best of pedagógico da Björk. Na primeira tentativa, já coloquei umas cinco músicas do primeiro disco e parei por aí mesmo. Desse jeito vou partir logo pra lançar a obra completa, uma caixa histórica, com depoimentos, gravações raras... Em formato de cubo de gelo. Ou iglu. Tá, parei. Mas vou tentar de novo.
Koalas e outros animais
Depois de decidir definitivamente não ir no Sonar, uma amiga ganhou um ingresso e eu resolvi acompanhar. Raciocínio de um amigo: "só vai ter mina gata, porque é muito caro". Bom, eu sou estudante, pago R$ 50. E "mina gata" é um conceito relativo. Do line-up, eu acho que conheço mesmo só o Trio Mocotó. Já ouvi que o Laurent Garnier (6h da manhã!!) é muito bom. E baixei um disco de um cara chamado Kid Koala. Que é, olha, bacana meeeishmo. Lembra Proppellerheads, sonzinhos meio R&B sob uma colagem de frases que parecem tiradas de filmes americanos dos anos 50. Escaldado da fila sem noção do Skol Beats,
acho que vou chegar no comecinho da noite, nem que seja pra ficar dormindo em algum lugar até mais tarde. Boa sorte pra mim.
Ah, vocêêê...
Menção especial à volta de Carlos Vereeeza, o homem que é uma voz. "Ah, Chiquiiiita..."
PS: Semana de posts musicais. Os gastronômicos voltam semana que vem.
Agora estou me divertindo pra montar um best of pedagógico da Björk. Na primeira tentativa, já coloquei umas cinco músicas do primeiro disco e parei por aí mesmo. Desse jeito vou partir logo pra lançar a obra completa, uma caixa histórica, com depoimentos, gravações raras... Em formato de cubo de gelo. Ou iglu. Tá, parei. Mas vou tentar de novo.
Koalas e outros animais
Depois de decidir definitivamente não ir no Sonar, uma amiga ganhou um ingresso e eu resolvi acompanhar. Raciocínio de um amigo: "só vai ter mina gata, porque é muito caro". Bom, eu sou estudante, pago R$ 50. E "mina gata" é um conceito relativo. Do line-up, eu acho que conheço mesmo só o Trio Mocotó. Já ouvi que o Laurent Garnier (6h da manhã!!) é muito bom. E baixei um disco de um cara chamado Kid Koala. Que é, olha, bacana meeeishmo. Lembra Proppellerheads, sonzinhos meio R&B sob uma colagem de frases que parecem tiradas de filmes americanos dos anos 50. Escaldado da fila sem noção do Skol Beats,
Ah, vocêêê...
Menção especial à volta de Carlos Vereeeza, o homem que é uma voz. "Ah, Chiquiiiita..."
PS: Semana de posts musicais. Os gastronômicos voltam semana que vem.
quinta-feira, setembro 9
State of emergency 2
Só não tive um pequeno treco porque estava em plena redação: tem disco novo da Björk. Lançou no dia 30/8, chama-se Medúlla, já está metade baixado aqui no meu computador, e um novinho chega de Londres no sábado. Sorte do Mau (a única pessoa que eu conheço que gosta tanto de Björk quanto eu) que marcou festinha de aniversário pra hoje e vai ganhar de presente um disco fresquinho. Críticas, resenhas, aguardem.
quarta-feira, setembro 8
Down by the sea
Depois de oito meses longe, a volta pra casa da praia podia ter sido com chuva de granizo e miojo, que eu já ia adorar, mas não foi: teve muito sol, quilos de churrasco e prolongados momentos de interação familiar. Tinha quase esquecido o quanto é bom (e viciante) jogar Imagem & Ação com os meus irmãos. Nível profissional, ninguém estava pra brincadeira. Teve até caminhada nas pedras pra prainha escondida (existe sim! ;-)), mas a recompensa no final foi uma aguinha bem gelada mesmo, que a dor de cabeça da ressaca estava pegando demais pra uma cervejinha. Com direito a quase me esborrachar nas pedras, e quase ficar entalado também. Está combinado que nunca mais fico tanto tempo sem ir, e que a gente compensa as ausências no sítio da minha mãe com um almoço na volta da praia. Desde que não seja churrasco de novo!
Segredos de liquidificador
No domingo, a cerveja começou a sair ao meio-dia de um isopor na areia. E não parou até 5 da manhã, na última revanche do dia no Imagem & Ação. E quando a gente foi buscar mais porque tinha acabado, trouxemos também uma garrafinha de vodka e uns limões. Que perigo! O resultado foi uma dor de cabeça mala a segunda-feira toda. No final do dia, decidi que ia fazer um sucão de limão com cidreira e não tomar cerveja enquanto a dor de cabeça não passasse de vez. Quando fui tirar o suco prontinho do liquidificador, a parte de baixo abriu e foi uma enxurrada de suco de limão pia abaixo. Perda total, tragédia. Fui obrigado a tomar cerveja. Até acabar. E tomar caipiroska também. Até dormir. A dor de cabeça? Acho que foi pelo ralo também.
Cerveja no frango
Foi o Rodrigão que deu a idéia, eu falei pra minha mãe, que fez e levou um potinho pra mim: frango com molho de Caracu e sopa de cebola. Por esdrúxulo que possa parecer, é muito gostoso. E o melhor: simples demais de fazer. Tempera o frango do jeito que preferir, depois dá uma rápida fritadinha nele na panela e joga a cerveja (uma latinha tá bom) e um pacote de pózinho pra sopa de cebola. Fica muito bom. Tudo bem que ajudou o fato de eu chegar em casa na quarta-feira e encontrar esse frango na geladeira e mais um monte de potinhos de molho de tomate, e uns legumes, e um macarrãozinho... Morar sozinho é muito bom, mas quando a minha mãe e a Jose fazem comidinhas, é bem melhor.
Put you down for a while
Descobri, 35 anos depois, o primeiro disco do Led Zeppelin. Um amigo foi o responsável, como disse meu irmão, pela minha "iluminação". A lembrança que eu tinha de Led era aquela adolescente, roquenrou, muito loco, véi. Tinha uma certa preguiça, assim como tenho de Bob Marley e The Doors. Não achei que fosse esse blues bacana, guitarrinhas geniais. Dá até pra agüentar os gritinhos do Roberto Plant. "I Can't Quit You Baby" é campeã do headphone no momento.
State of emergency
Quando ouvi Homogenic, da Björk, pela primeira vez, além de ficar totalmente passado com aquela profusão de cordas e sofrimento, pensei na hora: "imagine esse disco ao vivo". Eu tinha visto ela no Free Jazz (1996), e virado fã obcecado. E meu pensamento virou premonição: ela voltou em 1998, e eu comprei o ingresso correndo. No dia do show, de plantão, vi no UOL a foto do palco entortado. O show foi cancelado, e eu nem fui buscar o dinheiro, de raiva. Nem sei como perdi esse disco depois, mas agora recuperei na net e ouço umas cinco vezes por dia. "Joga" e "Bachelorette" são épicas, clássicas. E o resto é muito bom também.
PS musical
Enfiei lá o CD best of do Morcheeba, mas as primeiras músicas eram todas do disco que eu comprei em 1999 apaixonado por uma menina que falou que era muito bom. Era mesmo, e eu fiquei um bom tempo ouvindo, sonhando com a menina. Claro que depois tudo mudou, a vida se encarregou de dar um sumiço nessa paixão. Mas ainda é muito gostoso sentir uma época inteira voltar só ouvindo essas músicas. Em geral sou contra letra de música no blog, mas esta acho que vale:
Fear And Love
We always have a choice
Or at least I think we do
We can always use our voice
I thought this to be true
We can live in fear
Extend ourselves to love
We can fall below
Or lift ourselves above
Fear can stop you loving
Love can stop your fear
Fear can stop you loving
But it's not always that clear
I always try so hard
To share my self around
But now I'm closing up again
Drilling through the ground
Fear can stop you loving (repete...)
I'd love to give my self away
But I find it hard to trust
I've got no map to find my way
Amongst these clouds of dust
(Repete várias vezes...)
Segredos de liquidificador
No domingo, a cerveja começou a sair ao meio-dia de um isopor na areia. E não parou até 5 da manhã, na última revanche do dia no Imagem & Ação. E quando a gente foi buscar mais porque tinha acabado, trouxemos também uma garrafinha de vodka e uns limões. Que perigo! O resultado foi uma dor de cabeça mala a segunda-feira toda. No final do dia, decidi que ia fazer um sucão de limão com cidreira e não tomar cerveja enquanto a dor de cabeça não passasse de vez. Quando fui tirar o suco prontinho do liquidificador, a parte de baixo abriu e foi uma enxurrada de suco de limão pia abaixo. Perda total, tragédia. Fui obrigado a tomar cerveja. Até acabar. E tomar caipiroska também. Até dormir. A dor de cabeça? Acho que foi pelo ralo também.
Cerveja no frango
Foi o Rodrigão que deu a idéia, eu falei pra minha mãe, que fez e levou um potinho pra mim: frango com molho de Caracu e sopa de cebola. Por esdrúxulo que possa parecer, é muito gostoso. E o melhor: simples demais de fazer. Tempera o frango do jeito que preferir, depois dá uma rápida fritadinha nele na panela e joga a cerveja (uma latinha tá bom) e um pacote de pózinho pra sopa de cebola. Fica muito bom. Tudo bem que ajudou o fato de eu chegar em casa na quarta-feira e encontrar esse frango na geladeira e mais um monte de potinhos de molho de tomate, e uns legumes, e um macarrãozinho... Morar sozinho é muito bom, mas quando a minha mãe e a Jose fazem comidinhas, é bem melhor.
Put you down for a while
Descobri, 35 anos depois, o primeiro disco do Led Zeppelin. Um amigo foi o responsável, como disse meu irmão, pela minha "iluminação". A lembrança que eu tinha de Led era aquela adolescente, roquenrou, muito loco, véi. Tinha uma certa preguiça, assim como tenho de Bob Marley e The Doors. Não achei que fosse esse blues bacana, guitarrinhas geniais. Dá até pra agüentar os gritinhos do Roberto Plant. "I Can't Quit You Baby" é campeã do headphone no momento.
State of emergency
Quando ouvi Homogenic, da Björk, pela primeira vez, além de ficar totalmente passado com aquela profusão de cordas e sofrimento, pensei na hora: "imagine esse disco ao vivo". Eu tinha visto ela no Free Jazz (1996), e virado fã obcecado. E meu pensamento virou premonição: ela voltou em 1998, e eu comprei o ingresso correndo. No dia do show, de plantão, vi no UOL a foto do palco entortado. O show foi cancelado, e eu nem fui buscar o dinheiro, de raiva. Nem sei como perdi esse disco depois, mas agora recuperei na net e ouço umas cinco vezes por dia. "Joga" e "Bachelorette" são épicas, clássicas. E o resto é muito bom também.
PS musical
Enfiei lá o CD best of do Morcheeba, mas as primeiras músicas eram todas do disco que eu comprei em 1999 apaixonado por uma menina que falou que era muito bom. Era mesmo, e eu fiquei um bom tempo ouvindo, sonhando com a menina. Claro que depois tudo mudou, a vida se encarregou de dar um sumiço nessa paixão. Mas ainda é muito gostoso sentir uma época inteira voltar só ouvindo essas músicas. Em geral sou contra letra de música no blog, mas esta acho que vale:
Fear And Love
We always have a choice
Or at least I think we do
We can always use our voice
I thought this to be true
We can live in fear
Extend ourselves to love
We can fall below
Or lift ourselves above
Fear can stop you loving
Love can stop your fear
Fear can stop you loving
But it's not always that clear
I always try so hard
To share my self around
But now I'm closing up again
Drilling through the ground
Fear can stop you loving (repete...)
I'd love to give my self away
But I find it hard to trust
I've got no map to find my way
Amongst these clouds of dust
(Repete várias vezes...)
sexta-feira, agosto 27
Gastronomia pedestre paulistana
O cardápio das calçadas de São Paulo tem muito mais que churrasquinho grego, pipoca e dogão dois-reau-com-suco. Entre o trabalho, a faculdade e o boteco, andei degustando umas coisas, às vezes por falta de tempo, outras porque só tinha dois reais no bolso. Essas são algumas das minhas obsessões mais recentes:
Churrasquinhos Angorá
Se eu vendesse churrasquinho na rua, esse seria o nome da banquinha. Aqui perto do trabalho, virei freguês da Quero Mais. Que teve uma idéia sensacional: botou o churrasquinho na frente de um açougue. Atestado de qualidade! Não que eu imagine mesmo que a mocinha compre a carne ali, mas achei uma bela sacada de marketing. Passo na frente indo pra PUC, começo da noite, bem naquela hora que a fome está me impedindo de raciocinar. Tem de carne, lingüiça, coração e misto. E de queijo de coalho também, mas aí acho que já é arriscar demais. Sempre com farinha, claro. Já está marcado, quando esquentar de vez e não tiver mais aula na sexta, sentar no boteco que fica na esquina em frente e encher a cara de cerveja e churrasquinho.
R$ 1,50
Yakisoba
Típico de São Paulo: uma coisa vira moda de repente, e parece que você passou o último ano morando na Índia. De onde surgiram todos esses tiozinhos chineses em aventais azuis fazendo yakisoba na rua? Acho que o povão tá sem grana até pra pedir China in Box, então os caras fizeram uma demissão em massa e, de uma hora pra outra, vários "yakisobistas" tiveram que se virar. Só pode ser. Ontem eu provei pela primeira vez, lá na PUC. O carrinho tem um buraco com o fogo onde se encaixa o wok (aquela panela côncava), e os tupperwares com os ingredientes. Óleo, frita um pouco a cebola, frango, repolho, shoyu, e o macarrão no final. Tudo isso com movimentos na panela que quando eu tento fazer em casa suja até o teto. Não era certamente o melhor yakisoba que eu comi na vida, mas pelo preço e praticidade, adorei. Bem melhor que o pastel ou o dogão que eu comi outros dias na saída da aula.
R$ 2,50 (pequeno)
Frutas
Em todo canto tem um cara com carrinho vendendo 6, 7, até 8 mexericas por um real. É muito barato pra passar a tarde se empanturrando de uma coisa natural. Coitadas das pessoas que trabalham com você, porque a sala fica empesteada com o cheiro. Mas tudo bem. Logo passa a temporada, e muda a fruta. É sempre uma opção melhor de snack do que um pacote de salgadinhos Torcida ou um monte de pão.
Sobremesa
Aqui na Brigadeiro tem um tiozinho que vende balinhas por 5 centavos. Qualquer moeda no bolsa vira uns dois ou três Dadinhos (da Dizioli!), ou balinhas toscas de erva cidreira. Perfect.
Churrasquinhos Angorá
Se eu vendesse churrasquinho na rua, esse seria o nome da banquinha. Aqui perto do trabalho, virei freguês da Quero Mais. Que teve uma idéia sensacional: botou o churrasquinho na frente de um açougue. Atestado de qualidade! Não que eu imagine mesmo que a mocinha compre a carne ali, mas achei uma bela sacada de marketing. Passo na frente indo pra PUC, começo da noite, bem naquela hora que a fome está me impedindo de raciocinar. Tem de carne, lingüiça, coração e misto. E de queijo de coalho também, mas aí acho que já é arriscar demais. Sempre com farinha, claro. Já está marcado, quando esquentar de vez e não tiver mais aula na sexta, sentar no boteco que fica na esquina em frente e encher a cara de cerveja e churrasquinho.
R$ 1,50
Yakisoba
Típico de São Paulo: uma coisa vira moda de repente, e parece que você passou o último ano morando na Índia. De onde surgiram todos esses tiozinhos chineses em aventais azuis fazendo yakisoba na rua? Acho que o povão tá sem grana até pra pedir China in Box, então os caras fizeram uma demissão em massa e, de uma hora pra outra, vários "yakisobistas" tiveram que se virar. Só pode ser. Ontem eu provei pela primeira vez, lá na PUC. O carrinho tem um buraco com o fogo onde se encaixa o wok (aquela panela côncava), e os tupperwares com os ingredientes. Óleo, frita um pouco a cebola, frango, repolho, shoyu, e o macarrão no final. Tudo isso com movimentos na panela que quando eu tento fazer em casa suja até o teto. Não era certamente o melhor yakisoba que eu comi na vida, mas pelo preço e praticidade, adorei. Bem melhor que o pastel ou o dogão que eu comi outros dias na saída da aula.
R$ 2,50 (pequeno)
Frutas
Em todo canto tem um cara com carrinho vendendo 6, 7, até 8 mexericas por um real. É muito barato pra passar a tarde se empanturrando de uma coisa natural. Coitadas das pessoas que trabalham com você, porque a sala fica empesteada com o cheiro. Mas tudo bem. Logo passa a temporada, e muda a fruta. É sempre uma opção melhor de snack do que um pacote de salgadinhos Torcida ou um monte de pão.
Sobremesa
Aqui na Brigadeiro tem um tiozinho que vende balinhas por 5 centavos. Qualquer moeda no bolsa vira uns dois ou três Dadinhos (da Dizioli!), ou balinhas toscas de erva cidreira. Perfect.
segunda-feira, agosto 23
Resoluções de meio de ano
Ok, são só resoluções de um final de semana. Mas tá no meio do ano, quer dizer, em agosto, mais ou menos perto... ok, só resoluções:
1. A dog
Não bastasse a esquisitisse de passar a gostar de cachorro e até ficar com saudades deles, agora quero ter um. Conversando com mamis na rede hoje, imaginamos que a Dona (Donna? nunca sei), labrador preta fuefa que mora no sítio, deve ter seus primeiros pequenos em um ano. Perfeito. Até lá, já sei (ou espero saber) se tô morando no mesmo apê, na mesma cidade (país?), no mesmo emprego... Anyway, tenho a sensação que as possibilidades estão tão abertas para depois que eu me formar (faltam três meses!), depois de nove anos, que até ter um cachorro parece se encaixar na história. Tanto quanto morar em Londres ou Brasília, tanto quanto deixar de ser jornalista ou ficar por aqui mesmo quietinho.
2. A bottle
Meu irmão perguntou do Australia Festival e eu lembrei que no ano passado eu comprei uma garrafa de um vinho australiano (dã) chamado Oxford Landing por R$ 51, achando super caro até ver o mesmo vinho por R$ 85 no PDA. E tá no meu bar, Miolo vem, Concha y Toro vai, e ele fica lá. Não dá pra tomar vendo Monk no domingão à noite, por mais que a bruschetta esteja ótima (calma, tem receita depois). Pois depois de caçar ocasião pra mandar ver no danado, decidi hoje que vai ser meu vinho de formatura. Em algum momento entre o desfile em carro aberto e a rave de 72 horas, vou comemorar tomando esse vinho. Com seleta listinha de convidados. Ou não, encho a cara de vinho bom sozinho.
PS gastronômico: bruschetta
Sim, eu vou resistir ao trocadilho. Façam piadas mentalmente. Bem na hora que eu fui pegar o cardápio pra pedir uma mega-fat-cheese-salada no (na) Chapa, lembrei dos tomates na geladeira, linkei com o pão velho (ainda está para surgir coisa mais versátil que pão velho) e com uma receita guardada no fundo da minha cabeça oca...
É assim: corta os tomates (usei 2) em cubinhos, depois joga um monte de azeite, alho picado (foi a estréia do meu potinho de alho picado, a felicidade existe!), pimentinha calabresa, sal, orégano. Deixa um tempo (quanto der), depois é só meter o pão uns 5 minutos no forno com um pouco de manteiga. Como o Monk já tava começando, resolvi levar pão e pote de tomate pra montar tudo na cama, na frente da TV. O que era improviso me pareceu mais bacana do que servir montado. Faltaram (muito) as folhinhas de manjericão fresco. E claro, o pão italiano. Mas ficou sensacional assim mesmo. Nada como uma deliciosa bruschetta antes de dormir no domingo.
1. A dog
Não bastasse a esquisitisse de passar a gostar de cachorro e até ficar com saudades deles, agora quero ter um. Conversando com mamis na rede hoje, imaginamos que a Dona (Donna? nunca sei), labrador preta fuefa que mora no sítio, deve ter seus primeiros pequenos em um ano. Perfeito. Até lá, já sei (ou espero saber) se tô morando no mesmo apê, na mesma cidade (país?), no mesmo emprego... Anyway, tenho a sensação que as possibilidades estão tão abertas para depois que eu me formar (faltam três meses!), depois de nove anos, que até ter um cachorro parece se encaixar na história. Tanto quanto morar em Londres ou Brasília, tanto quanto deixar de ser jornalista ou ficar por aqui mesmo quietinho.
2. A bottle
Meu irmão perguntou do Australia Festival e eu lembrei que no ano passado eu comprei uma garrafa de um vinho australiano (dã) chamado Oxford Landing por R$ 51, achando super caro até ver o mesmo vinho por R$ 85 no PDA. E tá no meu bar, Miolo vem, Concha y Toro vai, e ele fica lá. Não dá pra tomar vendo Monk no domingão à noite, por mais que a bruschetta esteja ótima (calma, tem receita depois). Pois depois de caçar ocasião pra mandar ver no danado, decidi hoje que vai ser meu vinho de formatura. Em algum momento entre o desfile em carro aberto e a rave de 72 horas, vou comemorar tomando esse vinho. Com seleta listinha de convidados. Ou não, encho a cara de vinho bom sozinho.
PS gastronômico: bruschetta
Sim, eu vou resistir ao trocadilho. Façam piadas mentalmente. Bem na hora que eu fui pegar o cardápio pra pedir uma mega-fat-cheese-salada no (na) Chapa, lembrei dos tomates na geladeira, linkei com o pão velho (ainda está para surgir coisa mais versátil que pão velho) e com uma receita guardada no fundo da minha cabeça oca...
É assim: corta os tomates (usei 2) em cubinhos, depois joga um monte de azeite, alho picado (foi a estréia do meu potinho de alho picado, a felicidade existe!), pimentinha calabresa, sal, orégano. Deixa um tempo (quanto der), depois é só meter o pão uns 5 minutos no forno com um pouco de manteiga. Como o Monk já tava começando, resolvi levar pão e pote de tomate pra montar tudo na cama, na frente da TV. O que era improviso me pareceu mais bacana do que servir montado. Faltaram (muito) as folhinhas de manjericão fresco. E claro, o pão italiano. Mas ficou sensacional assim mesmo. Nada como uma deliciosa bruschetta antes de dormir no domingo.
domingo, agosto 15
Versão formando 04
Divisão de tempo:
35%: Trabalho
25%: Faculdade
25%: Sono
10%: Comer
3%: Filial
2%: tá querendo saber demais...
Resultado:
0%: Escrever no blog
35%: Trabalho
25%: Faculdade
25%: Sono
10%: Comer
3%: Filial
2%: tá querendo saber demais...
Resultado:
0%: Escrever no blog
segunda-feira, agosto 9
"Seu bicha!"
Daqui a pouco me acusam de fazer o blog do ônibus, mas essa é minha realidade hoje. Realidade fisica, quero dizer, não essa realidade maior, além dos homens, a luz... Ai, desculpa, muito Platão na cabeça pra poder se formar na PUC.
Foi justamente indo da PUC pro Filial, sexta à noite. Cinco menininhas indo pra balada descem no cruzamento da Cardeal com a Henrique Schaumann. Dois caras mexem com elas, a porta do ônibus fecha, e ela começam a xingar a duplinha de panacas. E os dois xingam de volta. Gritam, numa altura que dava pro ônibus da frente ouvir, frases singeles como "Suas vagabudas!" e "Vem aqui fazer uma chu[piiii, censurado]".
Eu, que tava indo encher a cara de chopp, não sou obrigado a aguentar esse tipo de orangotango no meu busão, certo? Quanto mais os tiozinhos e tiazinhas trabalhadores, que estavam certamente indo pro Largo da Batata pegar outro ônibus pra Carapicuíba ou Cotia ou mais longe. Revoltante.
Duas quadras depois, um carro da polícia fecha o ônibus, e dois PMs chegam na porta de tràs. Um dos caras, de bigode e cabelo comprido, foi mais fácil reconhecer e saiu logo arrastado, abre as pernas, mão na parede... O policial careca sobe no ônibus procurando o outro. "Ninguém aqui viu nada, né?" Todo mundo com cara de "num vi nada não senhor". Mas alguém entregou e o outro zé desceu (foi descido) do ônibus também.
O povão no ônibus urrava. "Desce a borracha neles!" "É isso aí, quem mandou mexer com mulher..." "Senta a bordoada nesses caras!" Juro que ouvi todas essas. As pessoas ficaram, e até eu fiquei, com aquele sentimento de que, ao menos de vez em quando, esse tipo de babaca não passa impune. Provalvemente vai fazer a mesma coisa no mesmo busão na sexta que vem, mas ainda assim foi sensacional.
Até uma senhora, sentada mais pra frente, com uma cara bem série e respeitosa, levantou da cadeira, pôs a cabecinha pra fora e não gritou, falou: "Seu bicha!".
Foi justamente indo da PUC pro Filial, sexta à noite. Cinco menininhas indo pra balada descem no cruzamento da Cardeal com a Henrique Schaumann. Dois caras mexem com elas, a porta do ônibus fecha, e ela começam a xingar a duplinha de panacas. E os dois xingam de volta. Gritam, numa altura que dava pro ônibus da frente ouvir, frases singeles como "Suas vagabudas!" e "Vem aqui fazer uma chu[piiii, censurado]".
Eu, que tava indo encher a cara de chopp, não sou obrigado a aguentar esse tipo de orangotango no meu busão, certo? Quanto mais os tiozinhos e tiazinhas trabalhadores, que estavam certamente indo pro Largo da Batata pegar outro ônibus pra Carapicuíba ou Cotia ou mais longe. Revoltante.
Duas quadras depois, um carro da polícia fecha o ônibus, e dois PMs chegam na porta de tràs. Um dos caras, de bigode e cabelo comprido, foi mais fácil reconhecer e saiu logo arrastado, abre as pernas, mão na parede... O policial careca sobe no ônibus procurando o outro. "Ninguém aqui viu nada, né?" Todo mundo com cara de "num vi nada não senhor". Mas alguém entregou e o outro zé desceu (foi descido) do ônibus também.
O povão no ônibus urrava. "Desce a borracha neles!" "É isso aí, quem mandou mexer com mulher..." "Senta a bordoada nesses caras!" Juro que ouvi todas essas. As pessoas ficaram, e até eu fiquei, com aquele sentimento de que, ao menos de vez em quando, esse tipo de babaca não passa impune. Provalvemente vai fazer a mesma coisa no mesmo busão na sexta que vem, mas ainda assim foi sensacional.
Até uma senhora, sentada mais pra frente, com uma cara bem série e respeitosa, levantou da cadeira, pôs a cabecinha pra fora e não gritou, falou: "Seu bicha!".
sexta-feira, agosto 6
O maluco do BU
Estou virando um obcecado por bilhete único e as vantagens da tarifa integração (pra quem não anda de busão: você pode subir e descer de quantos ônibus quiser no período de duas horas, pagando uma passagem só). A minha preferida hoje é ir no super. Tem dois PDAs no caminho dô ônibus da PUC e do trabalho pra casa. Você desce, corre no super, e logo depois sobe no ônibus de novo sem pagar nada. Nunca achei que fosse fazer compras de busão.
Hoje acho que me superei: saí do trabalho, passei no super, fui em casa, almocei gostosinho, tomei banho e voltei pro escritório, tudo numa passagem só. Um dos meus momentos mais muquiranas, acho que só perde pro dia que comi um dogão na rua pra poder gastar dinheiro só com chopp no Filial.
Geladeira cheia
O cardápio foi mais uma vez o hit do momento lá de casa: franguinho temperado, abobrinha refogada no azeite e arroz (que já tinha feito na quarta). Depois aproveitei pra escrever na lousa branca um menu, que basicamente é pra não gastar dinheiro no super antes de comer o que tem em casa. Esses dias joguei fora uma sopa e um pacote de chá que venceram em 2002... Não quero que o mesmo aconteça com as batatinhas congeladas.
Pelas combinações de ingredientes, tem spaghetti com almôndega ou calabrasa, ou calabresa acebolada com cerveja, ou frango no molho de tomate com arroz... e quase um ano depois, voltou a ter brownie coma-ajoelhado-pedindo-perdão do PDA em casa. 20 segundos no microondas, um bola de sorvete de creme e... até daqui a pouco. Hmmmm...
PS musical
Inteiro baixado no meu computador e gravado: When It Falls (Zero 7). Quando escreveram que eles eram o Air inglês, comprei o primeiro disco de olho fechado. E agora estou quase (quase, calma) gostando mais que do próprio Air. Música pra ouvir de luz apagada e vela acesa. E nunca saber qual música mesmo está tocando, porque parece uma só o disco todo.
Hoje acho que me superei: saí do trabalho, passei no super, fui em casa, almocei gostosinho, tomei banho e voltei pro escritório, tudo numa passagem só. Um dos meus momentos mais muquiranas, acho que só perde pro dia que comi um dogão na rua pra poder gastar dinheiro só com chopp no Filial.
Geladeira cheia
O cardápio foi mais uma vez o hit do momento lá de casa: franguinho temperado, abobrinha refogada no azeite e arroz (que já tinha feito na quarta). Depois aproveitei pra escrever na lousa branca um menu, que basicamente é pra não gastar dinheiro no super antes de comer o que tem em casa. Esses dias joguei fora uma sopa e um pacote de chá que venceram em 2002... Não quero que o mesmo aconteça com as batatinhas congeladas.
Pelas combinações de ingredientes, tem spaghetti com almôndega ou calabrasa, ou calabresa acebolada com cerveja, ou frango no molho de tomate com arroz... e quase um ano depois, voltou a ter brownie coma-ajoelhado-pedindo-perdão do PDA em casa. 20 segundos no microondas, um bola de sorvete de creme e... até daqui a pouco. Hmmmm...
PS musical
Inteiro baixado no meu computador e gravado: When It Falls (Zero 7). Quando escreveram que eles eram o Air inglês, comprei o primeiro disco de olho fechado. E agora estou quase (quase, calma) gostando mais que do próprio Air. Música pra ouvir de luz apagada e vela acesa. E nunca saber qual música mesmo está tocando, porque parece uma só o disco todo.
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