domingo, junho 20

Mangia!

Além do nome verdadeiro de um prédio mais conhecido como Treme-treme (jóias paulistanas), São Vito é também o nome de uma das mais tradicionais festas italianas da cidade. A principal atração, e daí você já pode imaginar porque eu fui, é a comida.

Caí lá meio por acaso, mas me diverti pacas. Comecei com um treco que chama guimirella, um espetinho de fígado. Hmmmm... Bom, tem que gostar de fígado. Adoro. Depois, um pratão de macarrão. Tem coisa melhor que um molhinho de tomate bem feito e bem quente? A maior tristeza foi perder a ficazzella ("na rua aí chamam de fogazza", disse a tiazinha italiana da barraca do fígado). Cheguei tarde, já tinha acabado.

Aposto que uma parcela muito pequena daquelas pessoas fala italiano, e que boa parte das coisas (comidas, costumes) já sofreu um processo de razoável "abrasileiração" desde 1918, ano da primeira festa. Mas fake por fake, a Famiglia Mancini também é super fake, mas custa cinco vezes mais e não é nem de perto tão divertido.

Tinha banda com roupa verde e vermelha, cantando de "funiculi, funiculá" a Rita Pavone. Tinha as mocinhas da comunidade vestidas com trajes típicos. Eu fiquei olhando bem pra elas e pensando "acho que elas têm traços de italianas". Vai saber.

No final a banda pediu licença, as dançarinas trocaram de roupa e começou a tocar axé. Representação italiana na Bahia deve ser muito importante, né? E a tiazinha do antepasto mandou a sobrinha dela me atender porque ela estava fazendo a dancinha naquela hora, não podia parar. Achei genial.

Acho que é um programa imperdível (e barato). A festa da N. Sra. Achiropita é muito mais famosa, mas também muito mais lotada (eu diria abarrotada). Aliás, nunca fui. São Vito, eu pretendo não perder nos próximos anos.

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