72 horas... 72 horas...
O Moacir, ex-estagiário gente fina do Filial que virou garçom, trouxe o suco de laranja, procurando a mocinha que tinha pedido. Fez cara de incrédulo quando eu levantei a mão, fez cena, quis levar embora. Mas eu tomei. E depois peguei pesado: Pepsi, gelo e limão. Chegou uma hora que eu achei até que aquela água com gás dava dando um baratinho. Ou então era a overdose de cigarro, que resistir a dois vícios de uma vez não dá.
Mas durou, e as pessoas começaram a falar enrolado, começaram a rir bem mais do que eu, e ir bem mais no banheiro do que eu (se bem que fui bastante, porque tamava aquela Pepsi compulsivamente). Resultado da noite: conta 50% menor, ressaca 100% menor, satisfação pessoal 100% maior. E todo mundo "menino, que orgulho!". Mesma coisa ontem, latinhas de Skol na minha frente, e eu agarrado na garrafa de Coca.
Hoje é a última noite, amanhã os exames. Fica rico quem abrir um boteco do lado desses laboratórios. Brinquei que meu plano era sair de lá, 7h de manhã e tudo, e pedir um Dreher, uma Skol e um rabo de galo. Mas era só brincadeira. Parece que tem fase pra tudo na vida, e essa, au acho, é uma que está passando. Outras também.
Minha história do Orkut
Todo mundo tem a sua, eu me permito: uma menina disse que tinha estudado comigo na primeira série, eu num lembrava (claro) e coloquei lá no álbum uma foto da turma do prezinho pra ver se ela se achava. E dois caras que eu desconheço totalmente já me disseram "ei, eu tô nessa foto, sou o X da esquerda pra direita". Surreal.
quinta-feira, julho 29
segunda-feira, julho 26
Onde isso vai parar?
Novidade velha e que só agora faz parte do minha rotininha diária: mensagens de texto. Finalmente, a TIM aboliu sua política isolacionista, ficou amiga das outras operadoras e agora posso trocar torpedos (péssimo esse nome) com todo mundo que conheço.
Você vai aos poucos identificando as pessoas que realmente lêem isso, pras outras nem adianta mandar. E o que antes servia só pra mandar um recado engraçado por baixo da mesa pro amigo que também tem celular TIM virou uma espécie de MSN portátil, um jeito bacana de dizer coisas sem precisar ligar e dizer mesmo. Ideal pra dizer "kd vc?" no meio da pista lotada, ou pra dizer "dorme bem" no final da noite.
Na Austrália (acho que ninguém mais aguenta frases minhas que começam com "na Austrália"), é mania, todo mundo usa o tempo todo, especialmente quem tem pré-pago (como eu), porque sai bem mais baratinho.
E quando você tá falando com a pessoa, precisa anotar um endereço, e tá no trânsito ou qualquer outro lugar em que não dá pra pegar uma canetinha um bloco? Pede pra te mandar o endereço por SMS. Genial. E dá pra mandar mensagens internacionais, pelo mesmo preço, o que é bem divertido (amigos residentes no estrangeiro, mandem seus telefones). Fantastic.
Traaaaaagédia
Tem que fazer trocentos exames no Fleury. Eu ouvindo as recomendações no telefone:
- 12 horas de jejum...
- Hm.
- Anotar os medicamentos que tomou nos últimos 30 dias...
- Hm.
- Não ter feito exame neuro%#$*&-alguma coisa...
- Hm.
- E não beber nada alcóolico 72 horas antes.
- ...
- Sr. Rapaz? Alô? Alô? Sr.? [tu tu tu tu]
Você vai aos poucos identificando as pessoas que realmente lêem isso, pras outras nem adianta mandar. E o que antes servia só pra mandar um recado engraçado por baixo da mesa pro amigo que também tem celular TIM virou uma espécie de MSN portátil, um jeito bacana de dizer coisas sem precisar ligar e dizer mesmo. Ideal pra dizer "kd vc?" no meio da pista lotada, ou pra dizer "dorme bem" no final da noite.
Na Austrália (acho que ninguém mais aguenta frases minhas que começam com "na Austrália"), é mania, todo mundo usa o tempo todo, especialmente quem tem pré-pago (como eu), porque sai bem mais baratinho.
E quando você tá falando com a pessoa, precisa anotar um endereço, e tá no trânsito ou qualquer outro lugar em que não dá pra pegar uma canetinha um bloco? Pede pra te mandar o endereço por SMS. Genial. E dá pra mandar mensagens internacionais, pelo mesmo preço, o que é bem divertido (amigos residentes no estrangeiro, mandem seus telefones). Fantastic.
Traaaaaagédia
Tem que fazer trocentos exames no Fleury. Eu ouvindo as recomendações no telefone:
- 12 horas de jejum...
- Hm.
- Anotar os medicamentos que tomou nos últimos 30 dias...
- Hm.
- Não ter feito exame neuro%#$*&-alguma coisa...
- Hm.
- E não beber nada alcóolico 72 horas antes.
- ...
- Sr. Rapaz? Alô? Alô? Sr.? [tu tu tu tu]
domingo, julho 25
Sonoterapia
Até no sonho sou um glutão. Como não fazia há uns 26 anos, dormi mais de oito horas duas noites seguidas. Dormi tanto que sonhei pra burro e lembrei. Nessa noite, primeiro eu estava num set de filmagem, e alguém me botava pra operar a câmera. Ela andava naqueles trilhozinhos de cinema, atravessava uma rodovia, era uma cena de sertão seco. Mas dava errado e tinha que fazer de novo outra hora. Aí já estava de noite, e toda a equipe da filmagem estava lá dessa vez, e quando eu fui, todo pimpão, sentar no carrinho da câmera, um cara deu uma risadinha como quem diz "você não acha que vai fazer isso, né?". Sorri amarelo, saí todo constrangido. E já não era mais sertão, era deserto. Cortou a cena e eu estava num mesa abarrotada de chocolates, e a Nestlé (resquícios da conversa do jantar) patrocinava o filme. Tinha chocolate à vontade, inclusive um novo, que era tipo uma barrinha de cereal com chocolate em volta. Tinha bebidas também, e como nos sonhos as coisas são (em geral) perfeitas, Yakult era da Nestlé. Acordei uns três quilos mais gordo.
Foi o segundo final de semana sem sítio, e já estou arquitetando uma folga na sexta pra compensar. Mas valeu pelas horas de sono sem despertador, pelas comidinhas, pelo cinema, pelas festas. E ainda vai valer pela comida sensacional que vou comer no Acrópoles daqui a pouco (isso que eu prometi nunca voltar lá aos domingos). Homenagem à Olimpíada, digamos assim. Vou fazer uma maratona gastronômica. Hohoho.
PS humorístico
Me disseram essa semana: "Uberlândia inteira já conhece a piada do siri". Que orgulho! De Uberlândia para o mundo!
Foi o segundo final de semana sem sítio, e já estou arquitetando uma folga na sexta pra compensar. Mas valeu pelas horas de sono sem despertador, pelas comidinhas, pelo cinema, pelas festas. E ainda vai valer pela comida sensacional que vou comer no Acrópoles daqui a pouco (isso que eu prometi nunca voltar lá aos domingos). Homenagem à Olimpíada, digamos assim. Vou fazer uma maratona gastronômica. Hohoho.
PS humorístico
Me disseram essa semana: "Uberlândia inteira já conhece a piada do siri". Que orgulho! De Uberlândia para o mundo!
quinta-feira, julho 22
Vida bem ordinária
Tava tocando Deadweight, do Beck, e eu achei legal a rádio tocar esse som. Só quando entrou a música dois é que me dei conta que era meu CD da trilha sonora de A Life Less Ordinary, que eu esqueci no firma-móvel há duas semanas. Era perfeito demais. Entrando na República do Líbano, pulando pra música três, música de zigue-zaguear no trânsito berrando o refrão.
Quando me dei conta, estava na última faixa da direita, obviamente precisando estar na última da esquerda. Corta todo mundo, buzina, freada, parei com mãozinhas levantadas pedindo desculpas, e fiquei ali, mentalmente ouvindo o carro do lado me xingar. O motorista, quero dizer. Esse mesmo que em seguida abriu o vidro, e eu achei que ia mandar um "puta que pariu, folgado do caralho". Só virei quando ele chamou pela segunda vez:
"Por favor, a Brigadeiro, como faz?"
Meu cérebro respirou fundo e sorriu, e subi a Brigadeiro voltando a música várias vezes pra ver se a letra, que eu nunca presto atenção, tinha alguma coisa a ver com aquilo, com Strattera, com almoços de sexta-feira. Só pra dizer "nuossa, que coisa, que coincidência!". Não entendi uma palavra, e só agora cheguei aqui e vi que é a música (por sinal, A Life Less Ordinary, do Ash) é uma viagem do cara, dizendo ora que a mina é uma Deusa branca, depois a estrela mais linda do mundo, na língua (mesmo) dele. Mas o refrãozinho, que era única parte que eu entendia, pode até se encaixar em algum lugar, com um desconto e umas caipirinhas:
Take me in your arms again
Lead me in my dreams again
So, what is it worth?
I'll sell my soul
What is it worth?
Only you know
PS musical
O CD desse filme é um dos muitos preferidos. Nem sei por qual música comprei, acho que não conhecia nenhuma, hoje gosto de tudo. Consegue ter essa música do Ash que está no top 10 "angústia eufórica" (junto com Australia, do Manics), e logo depois ter Beyond The Sea, que é da catiguria "sai dançando pela sala de toalha", sabe? Pulando no sofá, fazendo dancinha... Tem ainda uma que chama Peace In The Valley, que é um country feliz com refrão felizão.
Quando me dei conta, estava na última faixa da direita, obviamente precisando estar na última da esquerda. Corta todo mundo, buzina, freada, parei com mãozinhas levantadas pedindo desculpas, e fiquei ali, mentalmente ouvindo o carro do lado me xingar. O motorista, quero dizer. Esse mesmo que em seguida abriu o vidro, e eu achei que ia mandar um "puta que pariu, folgado do caralho". Só virei quando ele chamou pela segunda vez:
"Por favor, a Brigadeiro, como faz?"
Meu cérebro respirou fundo e sorriu, e subi a Brigadeiro voltando a música várias vezes pra ver se a letra, que eu nunca presto atenção, tinha alguma coisa a ver com aquilo, com Strattera, com almoços de sexta-feira. Só pra dizer "nuossa, que coisa, que coincidência!". Não entendi uma palavra, e só agora cheguei aqui e vi que é a música (por sinal, A Life Less Ordinary, do Ash) é uma viagem do cara, dizendo ora que a mina é uma Deusa branca, depois a estrela mais linda do mundo, na língua (mesmo) dele. Mas o refrãozinho, que era única parte que eu entendia, pode até se encaixar em algum lugar, com um desconto e umas caipirinhas:
Take me in your arms again
Lead me in my dreams again
So, what is it worth?
I'll sell my soul
What is it worth?
Only you know
PS musical
O CD desse filme é um dos muitos preferidos. Nem sei por qual música comprei, acho que não conhecia nenhuma, hoje gosto de tudo. Consegue ter essa música do Ash que está no top 10 "angústia eufórica" (junto com Australia, do Manics), e logo depois ter Beyond The Sea, que é da catiguria "sai dançando pela sala de toalha", sabe? Pulando no sofá, fazendo dancinha... Tem ainda uma que chama Peace In The Valley, que é um country feliz com refrão felizão.
terça-feira, julho 20
Pés gelados
Alguém desliga o ar condicionado do mundo? Máxima de 16ºC não está ajudando em nada. Pelo menos hoje não está chovendo, ontem me molhei pelo centro inteiro, mostrando o que deu para umas primas do meu já tradicional Roteiro Turístico Básico Histórico (cobro barato).
Quando achei que minhas pernas iam tremer embaixo da mesa o dia todo, o MSN piscou com uma xícara de chá mate na copa. E nem era chá de erva cidreira, meu preferido de todos os tempos. Tudo bem, se fosse, eu já estava babando no teclado. Tentei imaginar alguma metáfora besta sobre chás e resultados de exames, mas desisti logo.
Só sei que estou sentindo meus pés agora, e parece que é a água quente do chuveiro queimando a pele gelada no banho de manhã de inverno. Disseram que ia abrir sol até o final da semana. Se o David Byrne continuar cantando no meu ouvido, acho que consigo chegar inteiro até o trem de Mogi no sábado.
PS musical
Embora seja mesmo o David Byrne que esteja cantando no meu ouvido, a novidade sensacional da semana na pasta Minhas Músicas é o último CD do Prince. "Musicology" é tipo James Brown, ou seja, tipo muito bom.
Quando achei que minhas pernas iam tremer embaixo da mesa o dia todo, o MSN piscou com uma xícara de chá mate na copa. E nem era chá de erva cidreira, meu preferido de todos os tempos. Tudo bem, se fosse, eu já estava babando no teclado. Tentei imaginar alguma metáfora besta sobre chás e resultados de exames, mas desisti logo.
Só sei que estou sentindo meus pés agora, e parece que é a água quente do chuveiro queimando a pele gelada no banho de manhã de inverno. Disseram que ia abrir sol até o final da semana. Se o David Byrne continuar cantando no meu ouvido, acho que consigo chegar inteiro até o trem de Mogi no sábado.
PS musical
Embora seja mesmo o David Byrne que esteja cantando no meu ouvido, a novidade sensacional da semana na pasta Minhas Músicas é o último CD do Prince. "Musicology" é tipo James Brown, ou seja, tipo muito bom.
sexta-feira, julho 16
Bom dia, jornal
Entrei no azul. Ainda pagando todas as dívidas da viagem pra Austrália, mas sem ninguém no meu cangote. E melhor do que o alívio de ver minha conta bancária positiva, e ter dinheiro pra comprar pãozinho no café da manhã, é retomar meu encontro diário com o jornal.
Quando fiquei desempregado, sem carro e solteiro, tudo ao mesmo tempo, ele (o jornal) virou uma putza companheiro. Uma amiga disse no primeiro ano de faculdade que gostava tanto de jornal que, se pudesse, dormia com ele. Acho que ela não pensa o mesmo hoje, nem eu, mas praticamente faço isso.
Nessa noite, quando cheguei às 4h da manhã, ele já tinha chegado. Putz, fiquei muito feliz. Fiz como sempre fazia, fui no elevador tentando ler a primeira página sem tirar do saquinho azul. Depois li mais alguma coisa antes de capotar.
E hoje de manhã, fiz meu café ansioso pra sentar na mesa com ele. Ler Dora Kramer. Ler horóscopo. Escolher um monte de restaurante pro final de semana e não ir em nenhum. Saber que filme está saindo. Ler política pra ter assunto. Ler economia por vício mesmo. Empestear a mão de tinta (e a casa inteira). Espalhar cadernos pela casa. Reconstituir o jornal, meter no saquinho, e levar no busão debaixo do braço. Recortar tirinhas do Calvin e pregar na geladeira...
Já achei que isso era símbolo de como trabalhar em casa era um saco, e solitário. Mas hoje foi uma delícia, e um alívio, dizer "bom dia, jornal".
Quando fiquei desempregado, sem carro e solteiro, tudo ao mesmo tempo, ele (o jornal) virou uma putza companheiro. Uma amiga disse no primeiro ano de faculdade que gostava tanto de jornal que, se pudesse, dormia com ele. Acho que ela não pensa o mesmo hoje, nem eu, mas praticamente faço isso.
Nessa noite, quando cheguei às 4h da manhã, ele já tinha chegado. Putz, fiquei muito feliz. Fiz como sempre fazia, fui no elevador tentando ler a primeira página sem tirar do saquinho azul. Depois li mais alguma coisa antes de capotar.
E hoje de manhã, fiz meu café ansioso pra sentar na mesa com ele. Ler Dora Kramer. Ler horóscopo. Escolher um monte de restaurante pro final de semana e não ir em nenhum. Saber que filme está saindo. Ler política pra ter assunto. Ler economia por vício mesmo. Empestear a mão de tinta (e a casa inteira). Espalhar cadernos pela casa. Reconstituir o jornal, meter no saquinho, e levar no busão debaixo do braço. Recortar tirinhas do Calvin e pregar na geladeira...
Já achei que isso era símbolo de como trabalhar em casa era um saco, e solitário. Mas hoje foi uma delícia, e um alívio, dizer "bom dia, jornal".
quinta-feira, julho 15
Dog days
Do you remember when we used to sing?
Sha la la la la la...
My brown eyed girl...
Van Morisson, tocando agora na Virgin
Achei que passar a gostar de cachorro, e até deixar eles subirem em mim e morderem minha mão, já era transformação suficiente. Mas ficar com saudade, achei um pouco demais. A principal culpada é a Dona (Donna?), a labrador de cinco meses que mora no sítio da minha mãe. Ela é bem levada, faz número 1 e número 2 onde não deve, rói ponta de mesa. Mas corta meu coração quando fica chorando depois que a gente tranca ela no canil. E me deixa bobão quando deita no sofazinho e fica vendo TV comigo.
Me ofereceram um sheep dog de 12 dias, de graça. Ainda bem que a Nana disse que é um cachorro super mala, porque eu já tava querendo alugar meu apartamento e morar num sobrado pra ter cachorro me esperando todo dia.
Se eu quisesse ganhar uns trocos fazendo análise de boteco, ia juntar isso com o fato de minha vida de solteiro estar completando aniversário e dizer que era pra preencher um vazio. Ainda bem que não sou terapeuta.
Sha la la la la la...
My brown eyed girl...
Van Morisson, tocando agora na Virgin
Achei que passar a gostar de cachorro, e até deixar eles subirem em mim e morderem minha mão, já era transformação suficiente. Mas ficar com saudade, achei um pouco demais. A principal culpada é a Dona (Donna?), a labrador de cinco meses que mora no sítio da minha mãe. Ela é bem levada, faz número 1 e número 2 onde não deve, rói ponta de mesa. Mas corta meu coração quando fica chorando depois que a gente tranca ela no canil. E me deixa bobão quando deita no sofazinho e fica vendo TV comigo.
Me ofereceram um sheep dog de 12 dias, de graça. Ainda bem que a Nana disse que é um cachorro super mala, porque eu já tava querendo alugar meu apartamento e morar num sobrado pra ter cachorro me esperando todo dia.
Se eu quisesse ganhar uns trocos fazendo análise de boteco, ia juntar isso com o fato de minha vida de solteiro estar completando aniversário e dizer que era pra preencher um vazio. Ainda bem que não sou terapeuta.
segunda-feira, julho 12
Fuera diablo!
Bizarrices religiosas da semana:
saindo de casa correndo (literalmente) pra festinha de quarta no Copan, arremesso a porta do elevador e... *&%#@!!! Me esborracho no chão! Na próxima fração de segundo, estou deitado em cima do porteiro, apavorado (eu mais que ele). Depois o esquisitão me explicou que, de madrugada, ele deita ali naquele tapetinho com sua mini-bíblia pra fazer a oração. E que eu saí rápido demais do elevador, só deu tempo de ele se proteger. Extremamente bizarro.
sábado pra domingo, voltando de Campos do Jordão pra Guararema, 4h da manhã, o CD pulando na estrada de terra, e só pegava rádio evangélica. E era um cara pregando em portunhol mal falado. E sem menor noção do plural: "Gracias, senhor! Ó, senhor misericordiosso, dios todo poderosso, abençoa toda as carta aqui sobre messa! Abençoa todo o pueblo de la tierra! Fuera diablo! Fuera diablo!". O cara gritava tanto que a gente ficou com dor de garganta só de imitar. E depois de mais uns copinhos de cachaça, a programação dominical da Rede Vida virou programa humorístico.
Aleluia!
Aleluia!
sexta-feira, julho 9
Para minhas lindas inspirações (agradecimento)
Depois de um torpedo de boteco, a gente começou a brincar de inventar poemas, pra tirar um sarro. E me fez lembrar que uns 10 ou mais anos antes eu passava o tempo na aula de portugês fazendo poeminhas, inventando sonetos decassílabos. Numa malandragem insconsciente, fazia livrinhos no Word e distribuía pras mocinhas do colegial do Dante, que ficavam encantadas.
Bebum, subi no banquinho e catei os livrinhos na pasta em cima da prateleira do depósito. Li um por um. Dei uma sorte muito grande que resolvi escrever a data de cada poema no pé. Fazendo umas contas, consegui lembrar de quase todas as meninas que ganhavam poemas. Lembrei também que teve muitos que fiz num parnasianismo besta só pra passar os 45 minutos da aula. Teve um que foi redação, e tirou 10. Achei tudo meio brega, sem graça e abarrotado de clichês. Cheio de frases de efeito, palavra, ponto final, rimas que chegam a ser engraçadas hoje. Mas me fiz lembrar que tinha de 14 pra 16 anos, e que pra uma criança (que não deixei de ser) daquela época, achei, modéstia às favas, muito bacana.
Os que eu curti mais relendo, pelas minhas contas, eu fiz pensando na Tati, minha namoradinha surreal e inacreditavelmente linda da oitava série. Que reapareceu no Orkut de tanto que eu procurei. Thanks. Pelo jeitinho que me deu um sofrimento capaz de produzir a parte mais bacana desse livrinho.
É claro que o objetivo inicial desse post era reproduzir o livro, então não vou demorar mais. Vale rir.
Começava com uma dedicatória, escrita assim mesmo:
Para
Minhas lindas inspirações
Me fazendo sorrir
Me fazendo chorar
Mas sempre vivas em meu coração.
Depois tinha índice e tudo, e vinha um primeiro poema que eu não curti tanto, nem sei pra quem foi feito. Pula. O seguinte é certamente pra Tati, no começo do sofrimento.
Desespero
NÃO, NÃO, NÃO!
Não posso mais
Ver como ele te satisfaz
Vê-lo ao teu lado
Me mantendo calado
Com este amor guardado.
Meu coração pulsa aflito
Querendo expelir este amor infinito
Não posso mais agüentar
Sem te confessar
O quanto te amo.
Enquanto isso, nada faço
Quieto fico, não demonstro um traço
Que denuncie meu amor
Que só me causa sofrimento e dor.
Prolongando a minha espera
Te esperando, ah! quem me dera
Quem me dera te beijar
Teu coração possuir
E o meu sossegar.
Porém não adianta se iludir
Enfrentarei todos os obstáculos para chegar a ti
Tocar a tua face
Não mais estar sozinho
Ah! se ao menos me notasses
Notasses como transbordo de carinho.
Mas não te culpo, não é direito
Não se controlam emoções
Que o destino faça o que deve ser feito
Torço eu para que una nossos corações
Outubro de 1991
Desculpa, é absurdamente brega. "Transbordo de carinho"?!? Ugh! Vou pular um, passo pra outro que era um dos meus preferidos na época. Deve ser pra Tati ainda.
O Apocalipse
segundo um poeta apaixonado
Um coração agora vazio
Procura um motivo, uma esperança
E enquanto isso espera, frio
Recordações, velhos momentos, lembranças...
De repente, a descoberta
Um lindo amor até então contido
O coração da ingenuidade desperta
E basta um olhar para estar seduzido.
Com o tempo, vem o fantástico
Uma mistura de prazer e espanto
Num momento, o beijo mágico
A união é pura, transforma-se em encanto.
Estão entregues um ao outro, enfeitiçados
Experimentando o amor com inocência
Deixando-se levar pelo inesperado
Ecantadora sensação da nova experiência.
Se amam e se querem intensamente
Muito tempo juntos pela frente
Mas a fragilidade é aparente
E tudo acaba, de repente...
Ao acaso de olhar de sedução
Aquele amor que jamais acabaria
Vê seu fim num momento de traição
E acaba tudo. Toda fantasia, toda a poesia.
Só restam lembranças
Talvez uma esperança
Não mais o quer agora
Seu coração partido chora
Por alguém que ainda ama
Por um momento...
ah! momentos.
Às vezes tão pouco tempo
Causa tanto sofrimento
Num coração apaixonado
Que espera
Que sofre
Só por ti
A quem eu ainda amo
Apesar da negação
Depois de uma revelação
De uma decepção
Continuas sendo minha doce inspiração
Minha eterna paixão.
Dezembro de 1991
E segue a saga brega... (pode pular).
Condenação
Que fará um homem
Que do seu coração fizer vazio
Frio, só?
Sem amor não há vida.
Só há vida para o amor.
Amor de poucos que o tem
E de outros que o buscam
Sem jamais tê-lo.
Injustiçados.
Será injustiça
Se amor não há para um homem
Que vive somente para quem ama
Ama e sofre
Condenado à solidão
De um coração vazio.
Um homem perde a sua vida
Na busca vã da razão.
Da causa vital, a paixão fatal
Que justifique estar vivo.
Vivo somente para amá-la.
A lua caminhará para satisfazê-la
Para no retorno não encontrá-la.
Encontrar apenas o silêncio
De um amor que se calou
Condenado à solidão.
Lágrimas lhe restam
Por um amor que não mais tem
Perdeu na falta de argumento
No instante em que partiu
A sua razão para viver.
Seu amor hoje é de outro
Que vem, e sem piedade
Leva embora a felicidade
Que jamais tivera
Quando a tem, não há tempo
De prová-la, de senti-la
Vê sua vida se perder sem deixar vestígios
Só lembranças de momentos curtos
Tão curtos que se foram
Para nunca mais voltarem
Deixando um coração batendo fraco.
Sem vida
Pois a vida vem do amor
E o amor se foi
Acabou num instante
Amargo destino
Condenado à solidão.
Eterna.
Janeiro de 1992
Afe, essa dava um belo pagode, eu acho. Como sofre um adolescente. Pulando outros, teve mais uns para ela, outro pra uma mina que eu só olhava no pátio, de repente tem um que se chama "Uma Leve... Sensação De Amor". Acho que alguém me fisgou, e eu curti. Vem alguns por umas moças que eu até lembro que são. E dois anos depois vem esse:
Infinito desejo
Nem hoje, nem jamais
Serei capaz
Meu amor não se desfaz
Teu rosto ainda traz
Meu coração
E o pranto então.
Já tarda aquele inverno
Mas é o mesmo momento frio
Que se foi quando se uniu
Meu lábio ao teu num beijo.
Ele amou, ela sonhou
E ao fim daquele mês
A fantasia se desfez
O silêncio tem sua vez.
Sobre a mesma cama
Uma lágrima (ainda a ama)
Sua paixão, talvez insana
Eternamente inesquecível... Tatiana.
Julho de 1993
Acho que foi a primeira vez que tive coragem de por um nome num poema. E foi mesmo num inverno, durante um mês, na minha caminha de solteiro, que a gente curtiu o namorico. Tem até erro de português, mas é muito bacana lembrar.
Depois, estudando sei lá que movimento literário, deu na telha de fazer sonetos, tinha até título com numeral romano, e fiz um pedaço separado no livrinho. É lá que tá esse, que é o último que eu tenho a manha de mostrar e paciência de digitar:
Para Louise
Se a tristeza resistisse
E a luz não mais eu visse
Talvez a vida se esvaísse
Mas haveria sempre Louise.
Teu sorriso é a alvorada
Teu encanto te faz sonhada
Por quem a alegria procura
E a encontra na tua doçura.
E se por amor te vi chorar
Senti meu peito se apertar
Por cada lágrima que caísse
Dos teus olhos, e se já não o disse
Se algum dia deste amigo precise
Para o que for te acolherei, Louise.
Novembro de 1993
E um dia ela me falou esse poema de cor. Putz, era tudo muito brega e quase copíado do livro de literatura. Mas fiquei muito feliz que minha desorganização não deixou que esses livrinhos sumissem. Aceito encomendas.
Bebum, subi no banquinho e catei os livrinhos na pasta em cima da prateleira do depósito. Li um por um. Dei uma sorte muito grande que resolvi escrever a data de cada poema no pé. Fazendo umas contas, consegui lembrar de quase todas as meninas que ganhavam poemas. Lembrei também que teve muitos que fiz num parnasianismo besta só pra passar os 45 minutos da aula. Teve um que foi redação, e tirou 10. Achei tudo meio brega, sem graça e abarrotado de clichês. Cheio de frases de efeito, palavra, ponto final, rimas que chegam a ser engraçadas hoje. Mas me fiz lembrar que tinha de 14 pra 16 anos, e que pra uma criança (que não deixei de ser) daquela época, achei, modéstia às favas, muito bacana.
Os que eu curti mais relendo, pelas minhas contas, eu fiz pensando na Tati, minha namoradinha surreal e inacreditavelmente linda da oitava série. Que reapareceu no Orkut de tanto que eu procurei. Thanks. Pelo jeitinho que me deu um sofrimento capaz de produzir a parte mais bacana desse livrinho.
É claro que o objetivo inicial desse post era reproduzir o livro, então não vou demorar mais. Vale rir.
Começava com uma dedicatória, escrita assim mesmo:
Para
Minhas lindas inspirações
Me fazendo sorrir
Me fazendo chorar
Mas sempre vivas em meu coração.
Depois tinha índice e tudo, e vinha um primeiro poema que eu não curti tanto, nem sei pra quem foi feito. Pula. O seguinte é certamente pra Tati, no começo do sofrimento.
Desespero
NÃO, NÃO, NÃO!
Não posso mais
Ver como ele te satisfaz
Vê-lo ao teu lado
Me mantendo calado
Com este amor guardado.
Meu coração pulsa aflito
Querendo expelir este amor infinito
Não posso mais agüentar
Sem te confessar
O quanto te amo.
Enquanto isso, nada faço
Quieto fico, não demonstro um traço
Que denuncie meu amor
Que só me causa sofrimento e dor.
Prolongando a minha espera
Te esperando, ah! quem me dera
Quem me dera te beijar
Teu coração possuir
E o meu sossegar.
Porém não adianta se iludir
Enfrentarei todos os obstáculos para chegar a ti
Tocar a tua face
Não mais estar sozinho
Ah! se ao menos me notasses
Notasses como transbordo de carinho.
Mas não te culpo, não é direito
Não se controlam emoções
Que o destino faça o que deve ser feito
Torço eu para que una nossos corações
Outubro de 1991
Desculpa, é absurdamente brega. "Transbordo de carinho"?!? Ugh! Vou pular um, passo pra outro que era um dos meus preferidos na época. Deve ser pra Tati ainda.
O Apocalipse
segundo um poeta apaixonado
Um coração agora vazio
Procura um motivo, uma esperança
E enquanto isso espera, frio
Recordações, velhos momentos, lembranças...
De repente, a descoberta
Um lindo amor até então contido
O coração da ingenuidade desperta
E basta um olhar para estar seduzido.
Com o tempo, vem o fantástico
Uma mistura de prazer e espanto
Num momento, o beijo mágico
A união é pura, transforma-se em encanto.
Estão entregues um ao outro, enfeitiçados
Experimentando o amor com inocência
Deixando-se levar pelo inesperado
Ecantadora sensação da nova experiência.
Se amam e se querem intensamente
Muito tempo juntos pela frente
Mas a fragilidade é aparente
E tudo acaba, de repente...
Ao acaso de olhar de sedução
Aquele amor que jamais acabaria
Vê seu fim num momento de traição
E acaba tudo. Toda fantasia, toda a poesia.
Só restam lembranças
Talvez uma esperança
Não mais o quer agora
Seu coração partido chora
Por alguém que ainda ama
Por um momento...
ah! momentos.
Às vezes tão pouco tempo
Causa tanto sofrimento
Num coração apaixonado
Que espera
Que sofre
Só por ti
A quem eu ainda amo
Apesar da negação
Depois de uma revelação
De uma decepção
Continuas sendo minha doce inspiração
Minha eterna paixão.
Dezembro de 1991
E segue a saga brega... (pode pular).
Condenação
Que fará um homem
Que do seu coração fizer vazio
Frio, só?
Sem amor não há vida.
Só há vida para o amor.
Amor de poucos que o tem
E de outros que o buscam
Sem jamais tê-lo.
Injustiçados.
Será injustiça
Se amor não há para um homem
Que vive somente para quem ama
Ama e sofre
Condenado à solidão
De um coração vazio.
Um homem perde a sua vida
Na busca vã da razão.
Da causa vital, a paixão fatal
Que justifique estar vivo.
Vivo somente para amá-la.
A lua caminhará para satisfazê-la
Para no retorno não encontrá-la.
Encontrar apenas o silêncio
De um amor que se calou
Condenado à solidão.
Lágrimas lhe restam
Por um amor que não mais tem
Perdeu na falta de argumento
No instante em que partiu
A sua razão para viver.
Seu amor hoje é de outro
Que vem, e sem piedade
Leva embora a felicidade
Que jamais tivera
Quando a tem, não há tempo
De prová-la, de senti-la
Vê sua vida se perder sem deixar vestígios
Só lembranças de momentos curtos
Tão curtos que se foram
Para nunca mais voltarem
Deixando um coração batendo fraco.
Sem vida
Pois a vida vem do amor
E o amor se foi
Acabou num instante
Amargo destino
Condenado à solidão.
Eterna.
Janeiro de 1992
Afe, essa dava um belo pagode, eu acho. Como sofre um adolescente. Pulando outros, teve mais uns para ela, outro pra uma mina que eu só olhava no pátio, de repente tem um que se chama "Uma Leve... Sensação De Amor". Acho que alguém me fisgou, e eu curti. Vem alguns por umas moças que eu até lembro que são. E dois anos depois vem esse:
Infinito desejo
Nem hoje, nem jamais
Serei capaz
Meu amor não se desfaz
Teu rosto ainda traz
Meu coração
E o pranto então.
Já tarda aquele inverno
Mas é o mesmo momento frio
Que se foi quando se uniu
Meu lábio ao teu num beijo.
Ele amou, ela sonhou
E ao fim daquele mês
A fantasia se desfez
O silêncio tem sua vez.
Sobre a mesma cama
Uma lágrima (ainda a ama)
Sua paixão, talvez insana
Eternamente inesquecível... Tatiana.
Julho de 1993
Acho que foi a primeira vez que tive coragem de por um nome num poema. E foi mesmo num inverno, durante um mês, na minha caminha de solteiro, que a gente curtiu o namorico. Tem até erro de português, mas é muito bacana lembrar.
Depois, estudando sei lá que movimento literário, deu na telha de fazer sonetos, tinha até título com numeral romano, e fiz um pedaço separado no livrinho. É lá que tá esse, que é o último que eu tenho a manha de mostrar e paciência de digitar:
Para Louise
Se a tristeza resistisse
E a luz não mais eu visse
Talvez a vida se esvaísse
Mas haveria sempre Louise.
Teu sorriso é a alvorada
Teu encanto te faz sonhada
Por quem a alegria procura
E a encontra na tua doçura.
E se por amor te vi chorar
Senti meu peito se apertar
Por cada lágrima que caísse
Dos teus olhos, e se já não o disse
Se algum dia deste amigo precise
Para o que for te acolherei, Louise.
Novembro de 1993
E um dia ela me falou esse poema de cor. Putz, era tudo muito brega e quase copíado do livro de literatura. Mas fiquei muito feliz que minha desorganização não deixou que esses livrinhos sumissem. Aceito encomendas.
domingo, julho 4
Eu quero uma casa no campo
Cada dia faz menos sentido passar o final de semana em São Paulo. Agora tenho múltiplo de 10 da CPTM, e já descobri que na Luz a conexão Metrô-trem não é de graça, tem que ser no Brás.
Pela primeira vez desde que minha mãe mudou pra Guararema, vou dormir aqui duas noites seguidas. Claro que ter internet ajudou bastante. Mas me dá mais e mais uma sensação de querer ficar por aqui, apesar das promessas não cumpridas de acordar cedo e caminhar.
Se fosse só a grana, já valia. Ia vir na sexta, acabei vindo no sábado de manhã, e nesse pequeno lapso de horas em São Paulo gastei mais de R$ 50. Com praticamente nada.
É claro que não é grana. É o espaço, a vista, o cheiro de mato, o silêncio, a comida (a comida, a comiiiiida...). A comida da minha mãe e do vizinho, o suco na cama ao acordar, o cuscuz no café da manhã, o doce de leite caseiro, o chá de erva cidreira colhida na hora pra dormirzzzz...
No feriado venho passar os três dias. Uma amiga me disse: "como você, tão baladeiro, aguenta ficar aí tanto tempo sem fazer nada?". Pensando agora, não é tão estranho assim. Quantas horas eu perdi no meu computador, no meu apartamento, no escritório, não fazendo absolutamente nada? Se é pra não fazer nada, melhor não fazer nada aqui, na frente da lareira. No mínimo, é mais barato.
Malditos vietcongues!
Na emoção de pegar meu segundo DVD na locadora, acabei na prateleira de filmes velhos com Platoon na mão (adoooro filme de guerra). E tive uma idéia mirabolante: Festival Vietnã, três momentos.
Tive a lucidez de ver primeiro Fomos Heróis, com o Mel Gibson. Não é tão ruim como eu tinha imaginado. Como muito filme americano, não precisava daquele final.
Ontem à noite, nem com a dose cavalar de erva cidreira consegui dormir nas três horas do Apocalypse Now. Não sei bem como, mas não conhecia nem o básico do roteiro. Achei um putza filme, tive pesadelo e tudo. Acho que vou comprar, só pra ver várias vezes a primeira cena. E juro que foi sem querer que aluguei um filme com o Marlon Brando.
Hoje à noite tem Platoon. Diabos, quantos helicópteros!
PS linguístico
Conversa no MSN com uma amiga chilena:
Yo: Mi mama vive ahora en una casa... como se dice... fuera de la ciudad?
Ella: Campo?
Pela primeira vez desde que minha mãe mudou pra Guararema, vou dormir aqui duas noites seguidas. Claro que ter internet ajudou bastante. Mas me dá mais e mais uma sensação de querer ficar por aqui, apesar das promessas não cumpridas de acordar cedo e caminhar.
Se fosse só a grana, já valia. Ia vir na sexta, acabei vindo no sábado de manhã, e nesse pequeno lapso de horas em São Paulo gastei mais de R$ 50. Com praticamente nada.
É claro que não é grana. É o espaço, a vista, o cheiro de mato, o silêncio, a comida (a comida, a comiiiiida...). A comida da minha mãe e do vizinho, o suco na cama ao acordar, o cuscuz no café da manhã, o doce de leite caseiro, o chá de erva cidreira colhida na hora pra dormirzzzz...
No feriado venho passar os três dias. Uma amiga me disse: "como você, tão baladeiro, aguenta ficar aí tanto tempo sem fazer nada?". Pensando agora, não é tão estranho assim. Quantas horas eu perdi no meu computador, no meu apartamento, no escritório, não fazendo absolutamente nada? Se é pra não fazer nada, melhor não fazer nada aqui, na frente da lareira. No mínimo, é mais barato.
Malditos vietcongues!
Na emoção de pegar meu segundo DVD na locadora, acabei na prateleira de filmes velhos com Platoon na mão (adoooro filme de guerra). E tive uma idéia mirabolante: Festival Vietnã, três momentos.
Tive a lucidez de ver primeiro Fomos Heróis, com o Mel Gibson. Não é tão ruim como eu tinha imaginado. Como muito filme americano, não precisava daquele final.
Ontem à noite, nem com a dose cavalar de erva cidreira consegui dormir nas três horas do Apocalypse Now. Não sei bem como, mas não conhecia nem o básico do roteiro. Achei um putza filme, tive pesadelo e tudo. Acho que vou comprar, só pra ver várias vezes a primeira cena. E juro que foi sem querer que aluguei um filme com o Marlon Brando.
Hoje à noite tem Platoon. Diabos, quantos helicópteros!
PS linguístico
Conversa no MSN com uma amiga chilena:
Yo: Mi mama vive ahora en una casa... como se dice... fuera de la ciudad?
Ella: Campo?
quinta-feira, julho 1
Fantasma
Sonhar que eu voltava a trabalhar no Agora é sonho ou pesadelo? Mais engraçado foi lembrar assim do nada, na calçada, de havaiana, indo comprar pão pro café.
Dever legal
Tá na lei: no casamento e na união estável (seu namorinho de poucos meses, por exemplo), não precisa amar, mas precisa ser fiel. É o que diz o Código Civil, e o que eu tenho aprendido nas colunas semanais da dra. Regina Beatriz, uma das coisas mais divertidas de ler na revista.
"Não existe dever legal de amar", diz ela. Mas existem, no casamento e na união estável, outras responsabilidades definidas em lei. E quem descumpre pode ser condenado a indenizar o outro. Entre esses deveres, não estar amar o outro, mas está ser fiel:
Ah, se as mocinhas começarem a pedir indenização... Vai faltar advogado.
"Não existe dever legal de amar", diz ela. Mas existem, no casamento e na união estável, outras responsabilidades definidas em lei. E quem descumpre pode ser condenado a indenizar o outro. Entre esses deveres, não estar amar o outro, mas está ser fiel:
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:No artigo dessa semana (Infidelidade virtual), ela defende que um cara que fazia sexo virtual, tipo assim no ICQ ou no bate-papo do UOL, descumpriu o tal artigo da lei, e tem que indenizar a mulher. Já pensou se moda pega? Se cuide. Detalhe: não precisa levar a mina pros "finalmente", mas tem que ter outra pessoa na jogada. Ver revista pornô ou olhar site de mulher pelada, tudo bem. Mas ficar falando de sexo com um terceiro é que caracteriza a infidelidade.
I - fidelidade recíproca;
II - vida em comum, no domicílio conjugal;
III - mútua assistência;
IV - sustento, guarda e educação dos filhos;
V - respeito e consideração mútuos.
Ah, se as mocinhas começarem a pedir indenização... Vai faltar advogado.
segunda-feira, junho 28
Pra te sintonizar
Por R$ 10, agora tenho música e notícias no meu tempo de busão e caminhadas. É o meu tosco radinho de pilha, que tenho até vergonha de mostrar de tão breguinha que ele é. Mas é pequeno, pega AM e FM, fica no bolso sem incomodar. Todo mundo sabe o quanto eu adoro rádio, e vir trabalhar hoje ouvindo o Sardenberg na CBN foi quase emocionante. Por R$ 10.
domingo, junho 27
"Mainha? Tô no trem!"
O que para muita gente é o único jeito de ir trabalhar, visitar os parentes ou fazer compras no shopping, pra mim virou uma aventura ferroviária. No meu 15º ano de São Paulo, a falta de carro e uma mãe morando no interior me deram pela primeira vez motivo pra andar de trem.
Pra não correr o risco de amarelar, nem fui em casa. Acordei da baladinha e me meti no metrô. Pra criar melhor o clima, passei no camelô e comprei um radinho de pilha (provável novo companheiro, junto com mochila e jornal), umas pilhas e umas Gillettes baratinhas, porque, além de ir de trem pra Mogi das Cruzes, tinha programado pra esse sábado fazer minha barba de três semanas.
Planejei tudo no começo da semana. Conferi o itinerário na internet. Na estação Brás, foi bem fácil. "Ferrovia" nas placas. Um divisória cravada de espinhos indicava que muito trabalhador deve ter economizado a passagem pulando aquela barreira.
Felizmente, a única muvuca nesse dia era da molecada indo pra Marcha para Jesus. Acho razoável assumir que crente é do bem e que bater carteira no trem é pecado.
Tenho que confessar: estava tremendo com meu medinho de garoto burguês. Medo de muito tempo lendo e escrevendo sobre depredações, assaltos e barbaridades assim.
O trem que vai até Guaianases é o espanhol, bem conservado e confortável. Se fechar o olho, com aquele barulhinho, dá até pra lembrar da Europa. Se abrir o olho, o cenário é a zona leste da cidade, uma paisagem bem baixinha, dominada por tijolo e concreto aparentes.
Em Guaianases, troca pelo trem velho, sujo, rabiscado. Quando eu já estava achando que o clima tinha mudado pra uma coisa interiorana, rolou um corre-corre de seguranças na plataforma, e fiquei tenso de novo.
Mas logo chegou em Mogi, e tava um sol gostoso, e tocando Cidade Negra no alto falante da estação. Esquisito como uma viagem de trem de subúrbio pra Mogi das Cruzes pode ser divertida. Enquanto esperava o ônibus pra Guararema, resolvi que era melhor não voltar de trem à noite.
Pra não correr o risco de amarelar, nem fui em casa. Acordei da baladinha e me meti no metrô. Pra criar melhor o clima, passei no camelô e comprei um radinho de pilha (provável novo companheiro, junto com mochila e jornal), umas pilhas e umas Gillettes baratinhas, porque, além de ir de trem pra Mogi das Cruzes, tinha programado pra esse sábado fazer minha barba de três semanas.
Planejei tudo no começo da semana. Conferi o itinerário na internet. Na estação Brás, foi bem fácil. "Ferrovia" nas placas. Um divisória cravada de espinhos indicava que muito trabalhador deve ter economizado a passagem pulando aquela barreira.
Felizmente, a única muvuca nesse dia era da molecada indo pra Marcha para Jesus. Acho razoável assumir que crente é do bem e que bater carteira no trem é pecado.
Tenho que confessar: estava tremendo com meu medinho de garoto burguês. Medo de muito tempo lendo e escrevendo sobre depredações, assaltos e barbaridades assim.
O trem que vai até Guaianases é o espanhol, bem conservado e confortável. Se fechar o olho, com aquele barulhinho, dá até pra lembrar da Europa. Se abrir o olho, o cenário é a zona leste da cidade, uma paisagem bem baixinha, dominada por tijolo e concreto aparentes.
Em Guaianases, troca pelo trem velho, sujo, rabiscado. Quando eu já estava achando que o clima tinha mudado pra uma coisa interiorana, rolou um corre-corre de seguranças na plataforma, e fiquei tenso de novo.
Mas logo chegou em Mogi, e tava um sol gostoso, e tocando Cidade Negra no alto falante da estação. Esquisito como uma viagem de trem de subúrbio pra Mogi das Cruzes pode ser divertida. Enquanto esperava o ônibus pra Guararema, resolvi que era melhor não voltar de trem à noite.
Top 10 (first try)
Antes mesmo de começar mais uma arrumação de CDs, tinha decidido fazer uma lista dos 10 discos da minha vida. Pra entrar na lista, estabeleci que tinha que preencher todas essas condições:
não ser aquisição recente (o prazo ia ser um ano, mas teve que ser 10 meses por causa do Cartola);
ser bom do começo ao fim;
ter sido ouvido compulsivamente logo após a aquisição;
e de vez em quando reaparecer no CD player e ficar lá algumas semanas.
Ei-la, a lista. Com as historinhas.
Ei-la, a lista. Com as historinhas.
- Everything Must Go (Manic Street Preachers): foi um dos muitos que eu pedi pro meu pai comprar em Londres só porque estava no topo da parada da NME. Amei a música título de cara, e o resto logo depois. Tem uma música pra cada estado de espírito, embora a maior parte sirva mesmo é pra uma daquelas angústias brabas.
- A Night at the Opera (Queen): compra obrigatória depois que virei oficialmente fã do Queen. Tem a clássica das clássicas Bohemian Rhapsody, mas também coisas divertidas como I'm in love with my car e 39, um sonzinho quase country inspirado num conto futurista.
- Série Dois Momentos - vols. 14 e 15 (Tom Zé): Ok, tô roubando aqui porque são, na verdade, quatro discos. Mas a lista é minha e eu faço as regras. São 47 músicas, de 1972 a 1978, uns momentos geniais. Motivo inicial dessa lista, porque fui resgatar Tô, que a Zélia Duncan gravou. É tão bom que eu tenho músicas favoritas diferentes dependendo da época, e consegui "descobrir" duas que agora são as que eu ouço mais.
- Fold Your Hands Child, You Walk Like a Peasant (Belle & Sebastian): Eu sei que não é o disco preferido dos fãs, mas é o meu, por um monte de motivos. Foi o primeiro que eu comprei, e foi trilha sonora de uma época bem difícil. Adoro, e como o do Manics, é melancólico mas tem um momento redentor no final.
- The Man Who (Travis): comprei em Nova York quando eles tinham estourado lá. Tem momentos pop besta (mas bons). Até a música bônus ("Molly", que é daquelas que começam depois de um silêncio de uns três minutos na última música) é sensacional.
- OK Computer (Radiohead): comprei porque o Marcelo falou muito bem. Gravei numa fita que foi a que eu mais ouvi na viagem da Europa. Paranoid Android é das coisas mais angustiantes e bonitas que eu já ouvi. E o resto... putz, é muito bom.
- Chansons Françaises (Notredame): a Vi comentou não lembro bem porque, e eu peguei emprestado, depois achei que tinha perdido, comprei dois pela internet, e achei o dela, e depois consegui perder os outros dois. Um achado genial. E foi trilha sonora de uma das época talvez mais foda, especialmente de uma viagem de volta da praia, sozinho, na Imigrantes.
- Cartola (o da capa em preto e branco): dica da Mari, que eu tenho que agardecer pro resto da vida. Comprei meio sem saber, e depois descobri que nem é o que tem mais hits. Tive Sim é um momento sublime.
- Moon Safari (Air): achei sampleando aqueles foninhos da Virgin de Paris. Tem a música de acordar, e uma balada meio tosca mas ótima.
- Acabou Chorare (Novos Baianos): uma ex sempre falava, mas nunca dei bola. Depois comprei, e me apaixonei. Tem Preta Pretinha (versão comprida) e Besta é Tu, a melhor música pra pedir demissão se a vida fosse um musical.
- Dangerous (Michael Jackson): primeira presença adolescente da lista, não podia ficar sem alguma coisa dele na lista. Ouvi um milhão de vezes, decorei e cantei (gritando) as letras. Ainda vou fazer uma pista dançar com alguma música desse disco.
- Diamonds & Pearls (Prince): segunda presença adolescente. Acho que hoje eu nem acharia sensacional, mas ouvi tanto nos últimos 11 ou 12 anos que não dá mais pra deixar de gostar. Willing and Able é uma das top 10 músicas para ficar feliz num dia triste. Mas essa é outra lista, que eu faço outro dia.
quinta-feira, junho 24
Evolução
Esses dias tem um recado na firma: "a gerente do banco ligou". Já inventando a melhor desculpa pra minha conta estar descoberta, descubro o que ela queria: alguns cheques meus estavam quase voltando por diferença na assinatura. Logo depois mandei reconhecer firma (supra sumo do processo burocrático), e os cartório falou: não rola. Resumo: em uns cinco anos, minha assinatura mudou totalmente.
Claro que se botar uma do lado da outra (a original e a atual), têm semelhanças. Mas não são a mesma.
Essa assinatura eu "inventei" ainda no colégio. Tinha essa obsessão: como ia ser minha assinatura. Ficava aulas inteiras testando modelos, uma só com meu nome, ou com todos os sobrenomes, com (e sem) firulas. Fiz uma pro meu primeiro RG, mas era difícil de reproduzir. Em não sei qual via da identidade, inventei uma que achei sensacional. Era fluida, tinha pompa, dava pra assinar com vontade.
Em tese é a mesma assinatura até hoje, mas ela perdeu uns pedaços, fui simplificando, fazendo cada vez mais rápido. A pontinha final do "a" final do meu último sobrenome virou um traço longo. O "J" inicial passou a descer bastante. Eu gosto dela assim, sabe.
Aposto que minha terapeuta (na verdade, o time de psicólogos que eu consulto hoje em dia) vai adorar e super querer analisar essa evolução de assinatura, de identidade, quase. Ufs.
Claro que se botar uma do lado da outra (a original e a atual), têm semelhanças. Mas não são a mesma.
Essa assinatura eu "inventei" ainda no colégio. Tinha essa obsessão: como ia ser minha assinatura. Ficava aulas inteiras testando modelos, uma só com meu nome, ou com todos os sobrenomes, com (e sem) firulas. Fiz uma pro meu primeiro RG, mas era difícil de reproduzir. Em não sei qual via da identidade, inventei uma que achei sensacional. Era fluida, tinha pompa, dava pra assinar com vontade.
Em tese é a mesma assinatura até hoje, mas ela perdeu uns pedaços, fui simplificando, fazendo cada vez mais rápido. A pontinha final do "a" final do meu último sobrenome virou um traço longo. O "J" inicial passou a descer bastante. Eu gosto dela assim, sabe.
Aposto que minha terapeuta (na verdade, o time de psicólogos que eu consulto hoje em dia) vai adorar e super querer analisar essa evolução de assinatura, de identidade, quase. Ufs.
domingo, junho 20
Ai meu nariz
Começou com uma dorzinha de garganta no sábado. E hoje acordei uma pessoa entupida. E com tosse. Só que dessa vez, além do Resfenol (meu novo amigo), tem cafezinho, suquinho de laranja, tapioca, pãozinho na chapa, "mais alguma coisa?".
Se é pra ficar gripado, melhor que seja na casa de babãe.
PS: É domingo de sol no sítio. Também quero um computador com essa vista!
Se é pra ficar gripado, melhor que seja na casa de babãe.
PS: É domingo de sol no sítio. Também quero um computador com essa vista!
Mangia!
Além do nome verdadeiro de um prédio mais conhecido como Treme-treme (jóias paulistanas), São Vito é também o nome de uma das mais tradicionais festas italianas da cidade. A principal atração, e daí você já pode imaginar porque eu fui, é a comida.
Caí lá meio por acaso, mas me diverti pacas. Comecei com um treco que chama guimirella, um espetinho de fígado. Hmmmm... Bom, tem que gostar de fígado. Adoro. Depois, um pratão de macarrão. Tem coisa melhor que um molhinho de tomate bem feito e bem quente? A maior tristeza foi perder a ficazzella ("na rua aí chamam de fogazza", disse a tiazinha italiana da barraca do fígado). Cheguei tarde, já tinha acabado.
Aposto que uma parcela muito pequena daquelas pessoas fala italiano, e que boa parte das coisas (comidas, costumes) já sofreu um processo de razoável "abrasileiração" desde 1918, ano da primeira festa. Mas fake por fake, a Famiglia Mancini também é super fake, mas custa cinco vezes mais e não é nem de perto tão divertido.
Tinha banda com roupa verde e vermelha, cantando de "funiculi, funiculá" a Rita Pavone. Tinha as mocinhas da comunidade vestidas com trajes típicos. Eu fiquei olhando bem pra elas e pensando "acho que elas têm traços de italianas". Vai saber.
No final a banda pediu licença, as dançarinas trocaram de roupa e começou a tocar axé. Representação italiana na Bahia deve ser muito importante, né? E a tiazinha do antepasto mandou a sobrinha dela me atender porque ela estava fazendo a dancinha naquela hora, não podia parar. Achei genial.
Acho que é um programa imperdível (e barato). A festa da N. Sra. Achiropita é muito mais famosa, mas também muito mais lotada (eu diria abarrotada). Aliás, nunca fui. São Vito, eu pretendo não perder nos próximos anos.
Caí lá meio por acaso, mas me diverti pacas. Comecei com um treco que chama guimirella, um espetinho de fígado. Hmmmm... Bom, tem que gostar de fígado. Adoro. Depois, um pratão de macarrão. Tem coisa melhor que um molhinho de tomate bem feito e bem quente? A maior tristeza foi perder a ficazzella ("na rua aí chamam de fogazza", disse a tiazinha italiana da barraca do fígado). Cheguei tarde, já tinha acabado.
Aposto que uma parcela muito pequena daquelas pessoas fala italiano, e que boa parte das coisas (comidas, costumes) já sofreu um processo de razoável "abrasileiração" desde 1918, ano da primeira festa. Mas fake por fake, a Famiglia Mancini também é super fake, mas custa cinco vezes mais e não é nem de perto tão divertido.
Tinha banda com roupa verde e vermelha, cantando de "funiculi, funiculá" a Rita Pavone. Tinha as mocinhas da comunidade vestidas com trajes típicos. Eu fiquei olhando bem pra elas e pensando "acho que elas têm traços de italianas". Vai saber.
No final a banda pediu licença, as dançarinas trocaram de roupa e começou a tocar axé. Representação italiana na Bahia deve ser muito importante, né? E a tiazinha do antepasto mandou a sobrinha dela me atender porque ela estava fazendo a dancinha naquela hora, não podia parar. Achei genial.
Acho que é um programa imperdível (e barato). A festa da N. Sra. Achiropita é muito mais famosa, mas também muito mais lotada (eu diria abarrotada). Aliás, nunca fui. São Vito, eu pretendo não perder nos próximos anos.
terça-feira, junho 15
Antena
Finalmente reabilitei meu velho celular, e agora não tenho mais como pedir o telefone emprestado pros amigos com o velho golpe do "tô sem crédito".
Surreal foi que ele (o celular) ficou mais de um ano desligado, e poucas horas depois de ressucitar ele recebe uma ligação! Muito bacana (a ligação)! E olha que eu não acredito em destino, sou devoto de N. Sra. das Coincidências Bacanas.
E finalmente pude levar o outro celular pra consertar. E descobri que perdi a porra da garantia (de um ano) por umas semanas. Nem adianta ficar triste. Importante é que ele vai deixar de ser um celular cego e me fazer pagar micos como "não tenho seu telefone porque meu celular não mostra" ou "mensagem? ah, não consigo ver...".
Por enquanto, vou ficar com dois celulares mesmo. Pra que facilitar, né?
Aliás, Zélia Duncan está fazendo sucesso com "Tô", uma das minhas preferidas do Tom Zé (ver posts anteriores sobre meu fanatismo por este assunto). "Eu tô te explicando, pra te confundir... Tô te confundindo é pra te esclarecer...".
Termino com o pensamento do dia:
Surreal foi que ele (o celular) ficou mais de um ano desligado, e poucas horas depois de ressucitar ele recebe uma ligação! Muito bacana (a ligação)! E olha que eu não acredito em destino, sou devoto de N. Sra. das Coincidências Bacanas.
E finalmente pude levar o outro celular pra consertar. E descobri que perdi a porra da garantia (de um ano) por umas semanas. Nem adianta ficar triste. Importante é que ele vai deixar de ser um celular cego e me fazer pagar micos como "não tenho seu telefone porque meu celular não mostra" ou "mensagem? ah, não consigo ver...".
Por enquanto, vou ficar com dois celulares mesmo. Pra que facilitar, né?
Aliás, Zélia Duncan está fazendo sucesso com "Tô", uma das minhas preferidas do Tom Zé (ver posts anteriores sobre meu fanatismo por este assunto). "Eu tô te explicando, pra te confundir... Tô te confundindo é pra te esclarecer...".
Termino com o pensamento do dia:
"Mexerica é bom, mas deixa um cheiro na mão..."(Rapaz)
domingo, junho 13
Bagagem
Mochila cheia depois de um final de semana na casa da minha mãe, em Guararema:
- potinho de doce de leite caseiro, daquele mais clarinho e pelotudo, que não vende em supermercado, feito com leite das vaquinhas do vizinho.
- pacote de brócolis congelado, da horta de minha mãe mesmo. Plano: fazer arrozo com brócolis. Medo.
- duas dúzias de mexerica, do pomar do vizinho gente fina.
- meia dúzia de mini-copinhos americanos, que eu estava desejando e minha mãe comprou. Só ela mesmo. Agora posso chamar os amigos pra detonar as duas garrafas de pinga de Salinas que tem lá em casa.
- Jaqueta suja de barro da pata da cachorra, que entende o significado de "sai, sua nojenta, você está toda enlameada!".
- Calça suja de lama, da lateral do carro.
- Uma vontade de um monte de coisas
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