[ naoblog ]: Nova velha paixão

 
Sexta-feira, Novembro 5
Nova velha paixão
Mesmo sem ter um puto no bolso, nem pra comprar um CD do Chumbawamba por R$ 7, entrei no sebo que fica no caminho pro escritório. No B do Pop Rock, por R$ 14, o CD que o Blur lançou depois que eu me apaixonei pelo som deles. Chama só "Blur" mesmo e tem Beetlebum, um momento bem clásico e sensacional não só do Blur como da minha vida mesmo. Fracotes que compraram o "best of" (o meu foi junto com outros 62 no roubo do meu pobre carrinho, v. milhares de posts no arquivo), ouçam a primeira música.

Depois de cantorolar Beetlebum pelos 10 minutos seguintes, cheguei no serviço determinado e baixar tudo o que eu visse de Blur pela frente. Me dei conta que poucas bandas são tão marcantes em pedaços diferentes da minha vidinha besta.

No fim, inteiro mesmo, consegui baixar o Parklife, um que eu nunca comprei mas sempre achei as partes que eu conhecia bem clássicas. E finalmente me dignei a ver as letras. Bom, um disco que abre com "Girls & Boys", possivelmente a melhor música de balada de todos os tempos, já é um clássico instantâneo.

Mas a paixão, no momento, é realmente por "End of a Century" e "To The End". A primeira é uma linda prévia de "The Universal", a clássica do CD seguinte. Épica, pra cantar de braço aberto gritando no trânsito, lembrando do final do século passado. E a segunda é (fui descobrir lendo a letra) uma fofa de amorzinho (ui). Ou eu entendi errado alguma ironia? Coisa fácil, em se tratando de Blur.

Testing service
Fazendo um simulado de IELTS (o teste de inglês que as universidades ingleses pedem), não parava de me lembrar daquele pedaço do exame do déficit de atenção que o cara do Einstein falava uma lista de palavras, ou contava uma história, e eu tinha que repetir, over and over again, e sempre faltava um pedaço. Numa das partes do IELTS (no simulado, só faz metade. OK, é de graça), você ouve uma fita e vai preenchendo respostas. Acho que acertei algumas das mais difíceis, mas no meio do treco, dei uma dispersada e perdi uma. Que era simplesmente... um ano! Tipo 1890. Na certa vão achar que eu colei o resto.
blog pra quê
Um não-blog. Porque eu sempre digo que não quero ter blog. Só que eu dei um truque em mim mesmo e fiz um blog de novo.

Por que eu odeio blogs: É o lugar para você se expor. Só que todo mundo lê. Então você se expõe de mentirinha. Se é só pra desabafar, era melhor escrever no Word. Quem escreve em blog é porque quer de alguma forma que todo mundo leia, o que tira toda a naturalidade do tal desabafo. Muita gente tem blog pra ser popular, é um novo jeito de fazer amiguinhos. Sempre tem alguém que vai ler e entender errado, e você vai ter que consertar. Sempre existe o risco de você ler o que não quer no blog alheio.

Por que eu tenho blog: Porque eu adoooro perder horas imaginado a cara dele, e fazendo a cara dele. Porque tem coisas sobre as quais quero escrever mesmo. E quero que todo mundo leia e ache bacana e comente e me diga "nossa, que bacana!", é pra isso que serve blog. Sempre dá pra conhecer uma mocinha e mostrar seu blog, tipo um currículo online. E pra enrolar no trabalho.

(Primeiro post, editado)